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Defesa de Bolsonaro pedirá anulação da delação; entenda

Representante do ex-presidente apresentou as razões de novas petições em reunião

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Defesa de Bolsonaro pedirá anulação da delação; entenda
Foto: Gustavo Moreno/STF

O representante do ex-presidente Jair Bolsonaro e advogado criminalista, Celso Vilardi, afirmou à imprensa que irá pedir a anulação da delação de Muro Cid contra o ex-presidente. Vilardi se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, nesta segunda-feira (24) e fez o comunicado após o encontro.

Na reunião, o representante do ex-presidente no inquérito que trata sobre a tentativa de golpe de Estado, apresentou as razões de novas petições que serão protocoladas pela defesa de Bolsonaro.

Barroso ouviu os argumentos e analisará os pedidos apresentados. A audiência teve duração de cerca de 20 minutos e contou com a presença de assessores da Presidência do STF.  Assim, cabe a Barroso avaliar, portanto, os pedidos e definir os próximos passos da tramitação no STF, enquanto o processo avança na Suprema Corte.

Denúncia da PRG

Esse encontro aconteceu pouco dias depois da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), contra o ex-presidente. De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a trama golpista tinha como intuito manter Jair Bolsonaro no poder após sua derrota frente ao petista Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.

A defesa tem adotado uma estratégia de contestação das provas obtidas por meio da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.  

Além de buscar reverter pontos da denúncia, os advogados do ex-presidente tentam ampliar o prazo para apresentar a defesa formal no caso. Na última semana, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou um pedido de 83 dias de prazo para apresentar resposta à denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), contudo o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu um prazo de 15 dias.

O que diz Bolsonaro sobre uma possível prisão

Em um evento para filiados ao PL realizado na quinta-feira (20), Jair Bolsonaro se pronunciou pela primeira vez sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). “Caguei para a prisão”, disse ele publicamente com palavras de baixo calão. Essa foi a forma de comunicar que não se importa com a possível prisão.

“Não poderia continuar vendo o meu país se deteriorar, se acabar, se afundar. Um país onde se rouba a esperança do seu povo. O tempo todo: ‘Vamos prender o Bolsonaro’. Caguei para prisão”, afirmou o ex-presidente em seu discurso.