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Câmara ignora governo e suaviza proposta sobre escala 6×1

Hugo Motta prioriza PEC e abre caminho para jornada de 40 horas semanais com escala 5x2

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Câmara ignora governo e suaviza proposta sobre escala 6×1
Foto: Divulgação

A Câmara dos Deputados assumiu o comando nas discussões sobre o fim da escala 6×1 e, ao mesmo tempo, deixou em segundo plano o projeto enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, os parlamentares passaram a consolidar uma proposta intermediária como a alternativa do Congresso.

Hugo Motta dita ritmo da tramitação

Mesmo após o envio do projeto com urgência pelo Planalto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, assumiu o controle da tramitação. Em seguida, ele priorizou as propostas de emenda à Constituição (PECs) que tratam do tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), reduzindo o peso do texto do governo.

Governo tenta influenciar nos bastidores

Apesar de perder protagonismo, o Executivo continua atuando nos bastidores para influenciar o resultado. Além disso, o governo busca acelerar a discussão para aprovar a redução da jornada ainda no primeiro semestre.

Proposta pode mudar jornada pela primeira vez desde 1988

Na prática, o avanço das propostas pode redefinir a jornada de trabalho no Brasil pela primeira vez desde a Constituição de 1988, o que aumenta a relevância do debate no Congresso.

PEC avança mesmo com projeto de lei em urgência

Embora o governo tenha enviado um projeto de lei com tramitação mais rápida, a Câmara optou por seguir com as PECs. Diferentemente do PL, que poderia ser votado em até 45 dias, as propostas de emenda exigem mais etapas, como análise na CCJ e em comissão especial.

Ainda assim, Hugo Motta indicou que a admissibilidade das PECs pode ser votada já nesta quarta-feira (22), após pedido de vista da oposição.

Texto intermediário ganha força no Congresso

O relator da matéria na CCJ, Paulo Azi, sinalizou que o Congresso deve aprovar uma proposta de meio-termo. Segundo ele, o texto tende a estabelecer jornada de 40 horas semanais com escala 5×2, modelo considerado mais viável politicamente.

Outras propostas também estão em debate

Ao mesmo tempo, o Congresso analisa diferentes propostas. A deputada Erika Hilton defende uma jornada de até 36 horas semanais, com possibilidade de semana de quatro dias (escala 4×3). Já o deputado Reginaldo Lopes propõe a mesma carga horária, porém com transição gradual ao longo de até 10 anos.

Diferença entre PEC e projeto de lei explica disputa

Além da disputa política, a diferença entre PEC e projeto de lei também explica o impasse. Enquanto a PEC altera a Constituição e exige mais votos, o PL modifica a legislação trabalhista, com tramitação mais rápida, mas alcance mais limitado.

Especialistas apontam que mudanças estruturais na jornada tendem a exigir alteração constitucional.

Impacto econômico divide opiniões

Por fim, o avanço das propostas ocorre em meio a divergências. De um lado, o governo, com apoio de ministros como Luiz Marinho e Guilherme Boulos, defende que a medida melhora a qualidade de vida e a produtividade.

Por outro lado, setores produtivos alertam para possíveis impactos, como aumento de custos, riscos ao emprego e crescimento da informalidade.

Próximos passos no Congresso

Caso a CCJ aprove a admissibilidade, a proposta seguirá para uma comissão especial. Em seguida, a Câmara pretende votar o texto em plenário entre o fim de maio e o início de junho.

Alice Soares

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Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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