
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (30) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber visitas de dois aliados políticos no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecido como Papudinha. A defesa apresentou o pedido ao relator do processo que condenou Jair Bolsonaro, com o objetivo declarado de permitir conversas diretas com os parlamentares.
Pedido formal ao Supremo
Na petição enviada ao STF, os advogados solicitam a liberação de visitas do deputado Sanderson (PL-RS) e do senador Carlos Portinho (PL-RJ). Segundo a defesa, os encontros serviriam para tratar de assuntos pessoais e políticos. Além disso, os advogados argumentam que a comunicação presencial é necessária diante das restrições impostas ao contato externo do ex-presidente.
Contexto da prisão
Bolsonaro cumpre pena no sistema prisional do Distrito Federal após condenação relacionada à tentativa de ruptura institucional. Desde a transferência para a Papudinha, a Justiça acompanha de perto sua rotina. Por isso, o STF exige relatórios periódicos sobre visitas, atividades diárias e condições de custódia. Assim, qualquer novo pedido precisa passar por análise direta do relator.
Histórico de restrições
Antes, a defesa já havia solicitado autorizações semelhantes. Em alguns casos, Moraes liberou encontros específicos. Em outros, negou os pedidos por razões de segurança e disciplina prisional. Dessa forma, o tribunal mantém controle rígido sobre quem pode ter contato com o ex-presidente e em quais circunstâncias.
Aguardando decisão
Agora, o STF avalia o novo requerimento. A decisão deve considerar tanto os argumentos da defesa quanto as regras do sistema prisional e os impactos políticos do caso. Enquanto isso, Bolsonaro segue sem autorização para receber os dois aliados solicitados.

