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Secretário em São José, Silvinei é julgado a partir desta terça no STF

Ex-diretor da PRF éacusado de participar da trama golpista em 2022

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Secretário em São José, Silvinei é julgado a partir desta terça no STF
Silvinei Vasques. Foto: divulgação

O atual secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, na Grande Florianópolis, Silvinei Vasques, está entre os réus que serão julgados a partir desta terça-feira (9) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Todos são acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022. Os ministros vão analisar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o chamado “núcleo 2” da articulação golpista.

De acordo com a PGR, faziam parte do grupo pessoas com cargos importantes que coordenaram ações da organização.

Silvinei foi diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre 7 de abril de 2021 e 20 de dezembro de 2022. No processo, ele em a acusação de atrapalhar o funcionamento das eleições. E também de impedir eleitores contrários ao então presidente Jair Bolsonaro (PL).

O STF vai decidir se os réus serão absolvidos ou condenados. Se rceberem absolvição, arquiva-se o processo. Caso contrário, cada um receberá pena proporcional à participação nos crimes.

Secretário em São José

Além de Vasques, também estarão no banco dos réus Fernando de Sousa Oliveira, delegado da Polícia Federal e ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal; Marcelo Costa Câmara, coronel da reserva e ex-assessor de Jair Bolsonaro; Filipe Garcia Martins Pereira, ex-assessor especial de Assuntos Internacionais do ex-presidente; Marília Ferreira de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça na gestão de Anderson Torres e Mário Fernandes, general da reserva, ex-secretário-geral da Presidência e aliado próximo de Bolsonaro.

Os crimes

A PGR atribuiu ao grupo cinco crimes:

abolição violenta do Estado Democrático de Direito: pune o ato de “tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”. A pena varia de 4 a 8 anos de prisão.

golpe de Estado: fica configurado quando uma pessoa tenta “depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. A punição é a prisão, no período de 4 a 12 anos.

organização criminosa: quando quatro ou mais pessoas se reúnem, de forma ordenada e com divisão de tarefas, para cometer crimes. Pena de 3 a 8 anos.

dano qualificado: destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, com violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima. Pena de seis meses a três anos.

deterioração de patrimônio tombado: destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial. Pena de um a três anos.

Gerenciamento de ações

Segundo a Procuradoria-Geral da República, o grupo foi responsável por gerenciar as principais iniciativas da organização criminosa.

Entre elas:

uso das forças policiais para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder;

coordenação de ações de monitoramento de autoridades públicas; interlocução com as lideranças que tenham ligação com os atos de 8 de janeiro de 2023 – quando houve invasão e depredação das sedes dos Três Poderes;

a elaboração da minuta do golpe, o documento que iria implementar as medidas de exceção no país.

As acusações contra cada um

Ao longo do processo, a PGR detalhou a participação de cada um na estrutura da organização criminosa. Contra Silvinei, consta a acusação de usar a estrutura da corporação para dificultar o acesso de eleitores às urnas, favorecendo Bolsonaro. A PGR aponta que ele atuou junto com Fernando Oliveira e Marília Alencar na coordenação das operações. A defesa do secretário nega as acusações e afirma que não houve crime.

Róbinson Gambôa

Sobre o autor

Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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