Região Grande Florianópolis

Projeto inovador sobre ondas cerebrais premia professor de Florianópolis

Felipe Salvador Weissheimer destacou-se entre os 35 finalistas nacionais

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Projeto inovador sobre ondas cerebrais premia professor de Florianópolis
Professor Felipe e sua aranha, projeto de ondas cerebrais. Fotos: divulgação

Neste mês de abril, o professor de história Felipe Salvador Weissheimer, que trabalha na Escola Básica Municipal Maria Conceição Nunes, no bairro Rio Vermelho, em Florianópolis, ficou com o segundo lugar no Prêmio Educador Transformador. O reconhecimento veio na categoria Ensino Fundamental – Anos Finais. Ele desenvolveu o projeto intitulado “Robô Aranha: das ondas cerebrais (EEG) à Inteligência Emocional”.

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Competindo com quase 3,5 mil propostas na segunda edição do Prêmio Educador Transformador, o trabalho de Weissheimer destacou-se entre os 35 finalistas nacionais. A competição, organizada pelo Instituto Significare, Bett Brasil e Sebrae, contou com uma banca de jurados composta por professores, mestres e doutores em Educação, além de especialistas da área.

Nesta atividade inovadora, o professor utilizou um robô equipado com um sensor de ondas cerebrais para abordar questões cruciais, como a concentração mental e a atenção plena, entre os estudantes. O projeto não se limitou apenas ao aspecto técnico, mas também abordou discussões sobre o uso excessivo de dispositivos digitais e a dependência psicológica associada ao mundo virtual contemporâneo.

O dispositivo em questão, conhecido como eletroencefalograma educacional, é colocado na cabeça do estudante e conectado a um robô em formato de aranha. Este robô responde aos comandos do professor de acordo com o nível de concentração do aluno. Assim, quando o estudante se distrai, o robô se movimenta; quando está concentrado, permanece parado.

Ondas cerebrais valeram o prêmio

Felipe ressalta que o desafio não está apenas em manter o robô imóvel, mas sim na experiência que isso proporciona aos estudantes, permitindo que compreendam de forma prática o funcionamento de seus próprios cérebros.

Os relatos dos alunos demonstram a eficácia e o impacto positivo do projeto. Izadora, de 14 anos, descreveu a experiência como única e reveladora, destacando a sensação de concentração intensa. Da mesma forma, Luca, também de 14 anos, enfatizou a importância educativa da tecnologia, enfatizando a necessidade de foco, concentração e disciplina em todas as atividades.

Além de melhorar a concentração dos estudantes, o engajamento nas atividades escolares e a relação entre educador e educandos também foram beneficiados. “Este é um projeto que demonstra como a tecnologia, se bem utilizada, pode ser uma grande parceira da Educação, até mesmo em temas como a inteligência emocional. Toda escola só tende a ganhar”, completa o professor.