
Os Estados Unidos e o Irã deram um passo decisivo para encerrar a guerra no Oriente Médio. Nesta segunda-feira (15), fontes do governo norte-americano confirmaram que os dois países já assinaram eletronicamente o acordo de paz. Agora, as delegações preparam uma cerimônia presencial marcada para sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça.
Segundo autoridades dos EUA, o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Qalibaf, formalizaram o documento. Com isso, os dois governos avançam para a etapa final do processo diplomático que colocou fim a mais de três meses de conflito.
Assinatura presencial será realizada na Suíça
Embora o acordo já esteja assinado, os países decidiram realizar uma cerimônia oficial nos próximos dias.
Até o momento, no entanto, Washington e Teerã ainda não divulgaram quais autoridades participarão do encontro em Genebra.
Além disso, o acordo ganhou relevância por ter sido alcançado após meses de negociações intensas. Nesse período, o Paquistão atuou como mediador entre as partes e ajudou a construir o entendimento final.
Estreito de Ormuz gera impasse
Apesar do avanço diplomático, uma divergência surgiu logo após a confirmação do acordo.
Em entrevista ao jornal The New York Times, Donald Trump afirmou que o entendimento garante a livre passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz, sem qualquer cobrança permanente.
Por outro lado, o governo iraniano apresentou uma interpretação diferente. Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores informou que continuará cobrando taxas ligadas a serviços marítimos.
Segundo Teerã, as cobranças incluem navegação, proteção ambiental, seguros e assistência operacional. Dessa forma, o país sustenta que não pretende instituir um pedágio de trânsito, mas manter tarifas relacionadas aos serviços oferecidos na região.
Região concentra rota estratégica do petróleo
Além da disputa diplomática, o tema chama atenção por envolver uma das áreas mais importantes do comércio global.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra o transporte de cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no planeta.
Por isso, qualquer mudança nas regras de circulação da rota impacta diretamente o mercado internacional de energia.
Trump cita China e Rússia nas negociações
Durante a entrevista, Trump também atribuiu parte do sucesso das negociações aos presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia.
Além disso, o líder norte-americano voltou a criticar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo Trump, o acordo evitou uma escalada ainda maior do conflito e reduziu os riscos de uma crise regional mais ampla.
Entendimento abre nova fase diplomática
Com a assinatura eletrônica concluída e a cerimônia oficial já marcada, Estados Unidos e Irã entram em uma nova etapa das relações diplomáticas.
Agora, a atenção internacional se volta para a implementação das medidas previstas no acordo. Ao mesmo tempo, governos e mercados acompanham os próximos desdobramentos envolvendo o Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais estratégicos do planeta.

