
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Marionete. A ação visa desmantelar uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias que atuava no Norte de Santa Catarina. Durante a ofensiva, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Joinville e São Francisco do Sul.
Como a quadrilha atuava
As investigações revelaram um esquema estruturado que explorava pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo a PF, os criminosos utilizavam essas pessoas como “testas de ferro” para abrir contas bancárias com documentação fraudada, além de contratar empréstimos pessoais. Do mesmo modo adquiriam cartões de crédito.
Assim que as instituições financeiras liberavam os valores, o grupo agia rapidamente para garantir o lucro ilícito. Por fim, para dificultar o rastreamento pelas autoridades, a quadrilha dispersava o dinheiro por meio de sucessivas transferências eletrônicas via PIX.
O início das investigações
O alerta para o crime partiu da Caixa Econômica Federal, que detectou irregularidades em operações bancárias e comunicou a Polícia Federal. A partir do cruzamento de dados e da análise da movimentação financeira, os investigadores conseguiram mapear o fluxo do dinheiro. Dessa forma, identificaram os líderes da organização.
Embora os criminosos tenham utilizado manobras de ocultação de recursos, a PF reuniu indícios suficientes para localizar os suspeitos centrais, que foram os alvos principais da operação desta manhã.
Consequências legais
Os envolvidos no esquema agora enfrentam graves acusações. De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos seguintes crimes de estelionato majorado (cometido contra instituição financeira), uso de documento público falso, assim como associação criminosa.
O nome da operação, “Marionete”, faz alusão à forma como o grupo manipulava pessoas vulneráveis para executar as fraudes, tratando-as como peças de um teatro para obter vantagens financeiras.

