
Um empresário de Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, oficializou uma denúncia ao Ministério Público e acionou a Justiça contra uma escola municipal. O homem foi investigado por um suposto abuso sexual contra a própria filha, de 7 anos, após um relato feito dentro da unidade de ensino. No entanto, a Justiça arquivou o processo por falta de provas contra João Ricardo, o pai da menina, que agora acusa a direção da escola de indução de depoimento e abuso de autoridade.
Depoimento inocenta pai
A investigação começou em agosto de 2025, quando a escola relatou às autoridades um suposto comportamento suspeito da aluna. Contudo, durante o inquérito, o rumo das apurações mudou drasticamente. Em depoimento a uma psicóloga forense, a menina negou firmemente qualquer abuso.
De acordo com o Ministério Público, a criança revelou que apenas reproduziu uma história contada por uma servidora da escola durante uma abordagem. O pai desabafou que a filha teria sido pressionada a “falar a verdade” em troca de presentes, como uma caneta, enquanto ouvia relatos pesados de adultos. Além disso, laudos periciais e exames de corpo de delito não apontaram nenhum sinal de violência.
Prejuízos e busca por justiça
A Justiça arquivou o processo contra o empresário João Ricardo por falta de “justa causa”, após concluir que não existiam elementos mínimos para sustentar uma denúncia criminal. Apesar da vitória no tribunal, o empresário afirma que os danos à sua vida pessoal e profissional já são irreversíveis.
Segundo o relato da família, a repercussão negativa na cidade forçou a transferência da criança de escola e provocou uma queda acentuada nas vendas do comércio local de propriedade do pai. Diante desse cenário, João Ricardo agora prepara uma ação civil contra o município.
O empresário busca a responsabilização do poder público e exige o afastamento imediato dos servidores envolvidos na abordagem escolar. Além disso, ele sustenta que a instituição cometeu denunciação caluniosa e manipulação de menor durante a coleta do depoimento inicial da criança. Nesse sentido, a defesa foca agora em provar que a conduta da escola foi negligente e causou prejuízos morais e financeiros à família.
O que diz a prefeitura
A Prefeitura de Balneário Barra do Sul informou, em nota, que agiu dentro da legalidade. Segundo a administração, os profissionais têm o dever de acionar os órgãos competentes diante de qualquer suspeita de violação de direitos. O município reforçou que as medidas focaram na proteção da criança e que segue à disposição das autoridades.

