Região Balneário / Itajaí

Homem que matou 3 moradores de rua é condenado a 75 anos de prisão

Réu havia sido absolvido no primeiro julgamento; no entanto, houve recurso

Homem que matou 3 moradores de rua é condenado a 75 anos de prisão
Foto ilustrativa / Arquivo

Um homem foi condenado a 75 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato de três pessoas em maio de 2020, no bairro Ilhota, em Itapema, no litoral Norte de Santa Catarina. Ele havia sido absolvido dos crimes no primeiro julgamento, que aconteceu em 2021. No entanto, houve recurso do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

PUBLICIDADE

No segundo julgamento, na última quinta-feira (30), após exposição do Ministério Público, o Conselho de Sentença reconheceu que o acusado praticou dois homicídios duplamente qualificados e um homicídio triplamente qualificado, resultando na pena total de 75 anos de reclusão. A pena seria maior, mas foi aplicada a regra do concurso material benéfico, prevista no Código Penal. 

Entenda o caso 

O processo relata que, na madrugada de 22 de maio de 2020, em uma propriedade na Rua 1.106, no bairro Ilhota, em Itapema, o homem desferiu golpes com uma barra de ferro na cabeça de “Alemão”, “Drica” e “Gabriel”. 

O réu e as vítimas, que estavam em situação de rua, pernoitavam na propriedade. “Alemão” e “Drica” eram os apelidos de duas das vítimas e a terceira – “Gabriel” – nunca foi completamente identificada.  

Dois dos assassinatos tiveram motivação fútil e ocorreram mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, que estavam dormindo. A ação violenta teria se originado de uma discussão banal entre as vítimas e o réu, em razão da venda de uma lata para usuários de crack. 

O terceiro homicídio, além das duas qualificadoras acima, também ocorreu para assegurar a prática delitiva anterior, visto que “Drica” acordou durante as agressões e foi golpeada para evitar que os homicídios viessem à tona. 

Para o promotor de Justiça Rodrigo Cesar Barbosa, titular da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itapema, “o resultado do julgamento demonstrou que a sociedade local não tolera a barbárie praticada e responde com rigor e, sobretudo, com justiça, independentemente da condição social dos envolvidos, em demonstração de proteção indistinta das vítimas”

Relacionadas