
Na manhã desta quinta-feira (9), uma operação de buscas mobilizou equipes no Rio Camboriú, em Camboriú, e ganhou um aliado especial: o cão farejador Nick. Desde cedo, por volta das 8h30, o Grupamento de Busca e Salvamento de Balneário Camboriú intensificou os trabalhos para localizar o corpo de um homem desaparecido desde a madrugada entre os dias 7 e 8 de abril, nas proximidades da ponte pênsil.
Inicialmente, os bombeiros concentraram os mergulhos na região central do rio, onde a correnteza se mostrava mais forte. Além disso, as equipes avançaram com varreduras pela margem norte, utilizando a técnica de buscas em leque.
Ao mesmo tempo, outra frente de trabalho percorreu a margem sul com o apoio de embarcações, ampliando o alcance da operação em uma área de aproximadamente 500 metros de extensão.
Veja a reação instintiva do cão Nick ao localizar a vítima:
Sinal decisivo veio de quatro patas
No entanto, foi durante uma dessas incursões que Nick, posicionado na embarcação ao lado do sargento Kull, mudou o rumo da operação. De forma inquieta e persistente, o cão indicou um ponto específico do rio, chamando a atenção dos socorristas. Diante do comportamento técnico do animal, a equipe rapidamente redirecionou as buscas para o local indicado.
Em seguida, os mergulhadores confirmaram a suspeita: o corpo estava submerso exatamente na área sinalizada pelo cão. Assim, graças à sensibilidade e ao treinamento do binômio, os bombeiros conseguiram encerrar dias de angústia com a localização da vítima.
Logo após a retirada do corpo, os profissionais acionaram a Polícia Civil e a Polícia Científica, que assumiram os procedimentos legais. Embora o caso siga sob investigação, a atuação precisa do binômio — formado pelo sargento Kull e o cão Nick — reforça, mais uma vez, a importância dos cães de busca, que, com faro apurado e forte sintonia com seus condutores, ajudam a trazer respostas em meio a cenários difíceis.

