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Super El Niño ganha força e aumenta risco no Sul

Fenômeno climático já influencia o regime de chuvas e deve atingir o pico entre o fim de 2026 e o início de 2027

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Super El Niño ganha força e aumenta risco no Sul
Foto ilustrativa / Pixabay

O Super El Niño ganhou força no Oceano Pacífico e já começou a alterar o clima da Região Sul do Brasil. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou a formação do fenômeno na última semana e informou que ele deve se intensificar rapidamente até atingir o pico entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027. Como consequência, meteorologistas projetam aumento das chuvas, elevação do nível dos rios e maior risco de cheias, alagamentos e deslizamentos.

Fenômeno já intensifica as chuvas na Região Sul

Os primeiros impactos já aparecem em diversos municípios do Sul do país. Nos últimos dias, rios subiram rapidamente e colocaram cidades em estado de alerta.

Segundo o meteorologista Peter Scheuer, o El Niño já potencializa os sistemas responsáveis pelas precipitações. Ou seja, embora não provoque a chuva diretamente, ele fortalece os mecanismos atmosféricos que produzem os temporais.

Com isso, as precipitações ficam mais persistentes e volumosas. Além disso, os eventos extremos passam a ocorrer com maior frequência, aumentando o risco de enchentes, alagamentos urbanos e deslizamentos de terra.

No último fim de semana, por exemplo, o Rio Uruguai ultrapassou a cota de inundação ao atingir 9,57 metros. Diante desse cenário, equipes da Defesa Civil reforçaram o monitoramento e ampliaram as ações preventivas nas áreas mais vulneráveis.

OMM prevê um evento de forte intensidade

A Organização Meteorológica Mundial afirma que os modelos climáticos já indicavam esse cenário. Agora, as projeções mostram que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial continuará avançando nos próximos meses.

Segundo a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, o fortalecimento do El Niño ampliará as chances de eventos climáticos extremos em várias partes do planeta.

Além das chuvas intensas, o fenômeno também favorece períodos de seca em algumas regiões e aumenta o risco de ondas de calor tanto em áreas continentais quanto nos oceanos.

O boletim mais recente da entidade aponta que as anomalias de temperatura da superfície do mar devem permanecer acima de 2°C entre julho e setembro, característica típica de um El Niño de forte intensidade.

Entenda como o El Niño se forma

O El Niño surge quando ocorre uma mudança na circulação entre a atmosfera e o Oceano Pacífico.

Normalmente, os ventos alísios empurram as águas quentes para o oeste, enquanto águas frias sobem próximo à costa da América do Sul.

Entretanto, quando esses ventos enfraquecem, a água quente permanece concentrada nas regiões central e leste do Pacífico. Como resultado, aumenta a evaporação, altera-se a circulação atmosférica e mudam os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo.

Especialistas reforçam alerta para os próximos meses

Diante da intensificação do fenômeno, especialistas recomendam atenção permanente aos boletins meteorológicos e aos alertas da Defesa Civil.

Ao mesmo tempo, autoridades acompanham os impactos sobre a agricultura, os recursos hídricos e a infraestrutura urbana, setores que costumam sofrer diretamente durante episódios fortes de El Niño.

Com a previsão de continuidade das chuvas acima da média, o monitoramento constante será fundamental para reduzir riscos e minimizar os efeitos dos eventos extremos na Região Sul.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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