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Senado aprova guarda compartilhada de pets após separação de casal

Justiça definirá rotina e sustento do animal caso não haja acordo entre o casal

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Senado aprova guarda compartilhada de pets após separação de casal
Foto: Arquivo

O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (31), o projeto de lei que define regras para a guarda compartilhada de animais de estimação em casos de término de união estável ou divórcio. A proposta, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), busca preencher uma lacuna jurídica ao estabelecer critérios objetivos para o bem-estar dos pets após a separação dos donos.

Como funcionará a decisão judicial

Caso os ex-parceiros não cheguem a um consenso, o texto determina que o juiz deve intervir para definir um compartilhamento equilibrado da convivência e das despesas. No entanto, a regra aplica-se apenas a animais de “propriedade comum”, ou seja, aqueles que conviveram a maior parte da vida com o casal.

Para tomar a decisão, o magistrado analisará critérios fundamentais, tais como:

  • Ambiente adequado para a espécie;
  • Condições de trato, zelo e sustento;
  • Disponibilidade de tempo de cada tutor.

Divisão de custos

No que diz respeito ao aspecto financeiro, o projeto estabelece uma distinção importante. Os gastos com alimentação e higiene ficam sob responsabilidade de quem estiver com o animal no momento. Já as despesas de consultas veterinárias e vacinas devem ser divididas igualmente entre ambas as partes.

Restrições e casos de violência

Ademais, a proposta veda a guarda compartilhada em cenários de histórico ou risco de violência doméstica, familiar ou maus-tratos contra o próprio animal. Nessas circunstâncias, o agressor perde a posse e a propriedade do pet para a outra parte, sem direito a qualquer indenização.

Da mesma forma, o tutor pode perder o direito à guarda se:

  • Renunciar formalmente ao direito;
  • Descumprir repetidamente e sem justificativa os termos do acordo;
  • Praticar atos de violência ou maus-tratos identificados posteriormente.
Reconhecimento do vínculo afetivo

Embora o projeto não altere o status jurídico do animal como propriedade, o relator da matéria, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), destacou que o texto humaniza a legislação ao reconhecer o laço emocional entre humanos e animais. Por fim, o texto segue para a sanção do presidente Lula.

Natiele Oliveira

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Natiele Oliveira

A jornalista confirma a presença do Guararema News na cidade de Blumenau, com uma ampla cobertura de tudo o que acontece na região do Vale do Itajaí, uma das mais importantes de Santa Catarina. Atua também em coberturas nacionais, sempre ligada em notícias que possam fazer a diferença na vida dos leitores, como serviços, empregos, concursos e etc...

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