Região Santa Catarina

Impasse sobre pesca da tainha vai virar processo na Justiça

Ministro manteve posição de que espécie pode ser extinta com pesca exagerada

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Impasse sobre pesca da tainha vai virar processo na Justiça
Foto: divulgação

Uma reunião em Brasília que ocorreu nesta semana voltou a discutir a cota estabelecida pelo Governo Federal de 800 toneladas para a pesca da tainha por pescadores artesanais em todo o litoral catarinense para a próxima safra, que inicia em maio. O tema foi discutido com o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, e técnicos do Ministério. O encontro serviu como nova tentativa para reverter a proposta, que prejudica o setor em Santa Catarina.

Frigo ressaltou que Santa Catarina é o único estado com cota estabelecida para pescadores artesanais de praia, o que o senador Amin considera uma discriminação. Além disso, um requerimento da Fundação Catarinense de Cultura destacou a importância cultural da pesca artesanal para o estado (Patrimônio Cultural por Lei). A questão social e econômica também foi abordada.

Os técnicos do Ministério, sem apresentar a fonte dos dados, insistiram que se mais restrições não fossem impostas teríamos uma possível extinção da tainha.

O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, recebeu o Secretário de Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo, acompanhado da Secretária de Articulação Nacional, Vânia Franco e do Senador Esperidião Amin. Também estiveram presentes os deputados Geovania de Sá e Emerson Stein, alguns vereadores de cidades catarinenses e o representante da Federação dos Pescadores de Santa Catarina, Ivo Silva.

Judicialização

“A cota para pescadores artesanais de praia nunca foi aplicada e nunca foi necessária. O ministro disse que não pode fazer nada em relação a isso e, portanto, deve manter a medida. Não nos resta mais nada além de judicializar a questão”, disse Tiago Frigo, secretário da Aquicultura e Pesca.

Segundo a secretária de Articulação Nacional, o assunto deve ser levado ao procurador-geral do Estado Márcio Vicari, que deve tomar as melhores providências. “Foi determinação do governador Jorginho Mello que a gente consiga resolver da melhor maneira essa questão, tentamos aqui o diálogo, como não deu certo, a sugestão agora tanto do senador Amin quanto do secretário Frigo, é judicializar”.

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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