
A Polícia Federal (PF) está disponibilizando acesso gratuito a imagens de satélite de alta resolução para regiões em estado de calamidade no Rio Grande do Sul (RS). Com isso, a ideia é ajudar os órgãos públicos na resposta a desastres naturais, como inundações e deslizamentos de terra, fornecendo informações precisas e atualizadas sobre as áreas afetadas.
A ação ocorre por meio do Programa Brasil Mais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Todos os municípios do RS podem solicitar acesso, mas aqueles que decretaram calamidade terão prioridade. Os órgãos estaduais também podem solicitar adesão.
A disponibilização é gratuita e não exige contrapartida financeira. Mais de 400 instituições já participam do programa, que é financiado pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (por intermédio da Senasp) e pela Polícia Federal.
Como solicitar o acesso
Para solicitar o acesso às imagens, os órgãos públicos devem enviar um e-mail do gabinete da maior autoridade da instituição, por exemplo, do prefeito ou do gabinete do prefeito. O e-mail deve ser enviado para o endereço eletrônico [email protected].
Na mensagem, é necessário fornecer algumas informações básicas, como nome, sigla e endereço da instituição; nome, cargo e e-mail da maior autoridade e dos pontos focais; lista de usuários para acesso (nome, cargo, e-mail, telefone, lotação). Os dados podem ser complementados posteriormente.
O Programa não tem limite de instituições, usuários ou acessos, e os municípios podem utilizar quantas imagens precisarem para auxiliar no combate aos desastres. Além das imagens de satélite, também está disponível acesso a alertas de deslizamentos.
Nos últimos 30 dias, o programa emitiu 312 alertas para o Rio Grande do Sul.


Sobre o Programa Brasil Mais
O Programa Brasil Mais é um dos projetos estratégicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública. É o maior projeto operacional de sensoriamento remoto do país, fornecendo imagens diárias de satélite em alta resolução de todo o Brasil.
Também são emitidos alertas automáticos para diversos crimes ambientais, como desmatamento, garimpo, incêndios e plantio de culturas ilícitas. A rede criada pelo programa, RedeMAIS, conta com a participação de mais de 400 instituições e mais de 94 mil usuários de instituições públicas federais, estaduais e municipais.

