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PF apreende agenda no BRB com alerta sobre Banco Master

Anotação encontrada durante operação levanta suspeitas sobre negociação de carteiras de crédito

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PF apreende agenda no BRB com alerta sobre Banco Master
Foto: Divulgação / Banco Master

Nesta quarta-feira (28) a Polícia Federal apreendeu uma agenda com anotações sobre a compra de carteiras de crédito do Banco Master durante investigação no Banco de Brasília (BRB). O material foi recolhido no contexto da Operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades em operações financeiras realizadas pela instituição. A anotação principal registra a frase “se não, o Master vai quebrar”, o que reforçou as suspeitas dos investigadores sobre a motivação das negociações. A apuração tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e busca esclarecer se houve gestão temerária ou fraude.

Anotação reforça linha de investigação

Os agentes localizaram a agenda durante diligências no BRB e identificaram que o registro foi feito em uma reunião interna da cúpula do banco, realizada em julho de 2025. A frase escrita relaciona diretamente a compra das carteiras à situação financeira do Banco Master. Por isso, a Polícia Federal passou a tratar o conteúdo como indício relevante para entender se a operação teve caráter técnico ou se buscou evitar o colapso da outra instituição.

Além disso, os investigadores cruzaram o conteúdo da agenda com depoimentos já prestados. Dessa forma, a PF tenta reconstruir a dinâmica das decisões e o papel de cada dirigente no processo.

Dirigentes prestam esclarecimentos

O então presidente do BRB afirmou em depoimento que a anotação não indica tentativa de socorrer o Banco Master. Segundo ele, o banco apenas substituía carteiras de crédito antigas por outras consideradas mais rentáveis. Ainda conforme o relato, as decisões seguiram critérios internos de planejamento financeiro.

No entanto, a Polícia Federal avalia a divergência entre o discurso formal e o teor da anotação. Por isso, novas oitivas devem ocorrer para esclarecer se houve pressão interna ou externa para a realização do negócio.

Caso chega ao STF

O inquérito corre no Supremo Tribunal Federal e reúne diferentes frentes de apuração. A investigação examina se as carteiras de crédito negociadas tinham lastro real e valor compatível com o informado. Além disso, os agentes apuram se houve organização estruturada para conduzir as operações.

O volume financeiro analisado pode ultrapassar bilhões de reais. Assim, o caso ganhou dimensão nacional e passou a ser tratado como possível esquema de gestão fraudulenta no sistema bancário.

Próximos passos

A Polícia Federal segue analisando documentos, agendas e comunicações internas. Ao mesmo tempo, o STF deve ouvir novos envolvidos nas próximas semanas. A expectativa é que as diligências definam se as decisões foram administrativas ou se configuraram irregularidades penais.

Enquanto isso, o conteúdo da agenda permanece como uma das principais peças da investigação, pois indica que a compra das carteiras pode ter sido motivada pela situação crítica do Banco Master.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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