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Morre Lindomar Castilho, ícone musical da década de 1970

Relembre os sucessos do cantor que marcou geração

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Morre Lindomar Castilho, ícone musical da década de 1970
Foto: Divulgação / Redes Sociais

O cantor e compositor Lindomar Castilho, conhecido nacionalmente como o “Rei do Bolero”, morreu neste sábado (20). A informação foi confirmada pela família nas redes sociais, gerando comoção entre fãs de sua obra musical.

Castilho teve uma trajetória marcada por sucessos estrondosos, mas também por um episódio criminal que impactou profundamente sua carreira e a sociedade brasileira. Apesar disso, permaneceu vivo na memória popular por décadas.

Sucesso, estilo e legado musical

Nascido como Lindomar Cabral em 21 de janeiro de 1940, no interior de Goiás, Lindomar construiu, ao longo de décadas, uma carreira sólida no gênero romântico e de bolero.

Desde o início, ele mostrou talento para interpretar músicas sentimentais, cativando o público com sua voz potente e emotiva. Assim, conquistou reconhecimento em todo o Brasil e diversos países latino-americanos.

Entre seus principais sucessos, destacam-se canções que se tornaram hinos do gênero romântico, como “Você É Doida Demais”, tema que chegou a ganhar ainda mais notoriedade por integrar a trilha sonora da série de televisão Os Normais. Além disso, músicas como “Eu Amo a Sua Mãe” e “Tudo Tem a Ver” também fizeram parte da identidade sonora que definiu sua carreira.

Confira o sucesso “Você é Doida Demais”, um dos maiores da carreira:

Ao longo da década de 1970, Lindomar vendeu milhões de discos e consolidou sua popularidade junto ao público que apreciava boleros e sambas-canção, estilos que ficaram profundamente associados ao seu nome.

Tragédia, prisão e últimos anos de vida

Apesar de sua consagração musical, Lindomar Castilho teve sua imagem marcada por um crime que chocou o Brasil. Em 30 de março de 1981, ele assassinou a ex-esposa, a cantora Eliane de Grammont. O episódio que ficou registrado como um dos mais conhecidos casos de violência doméstica na história recente do país.

Relembre. Vou Rifar Meu Coração, também marcou geração:

A polícia prendeu Castilho em flagrante, e, posteriormente, ele foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão por homicídio em 1984. Durante o cumprimento da pena, inclusive, gravou um álbum no presídio. Depois de cumprir parte da pena em regime semiaberto, ele obteve liberdade definitiva em 1996. Porém o estigma associado ao caso dificultou seu retorno completo à vida artística.

Em seus últimos anos, Lindomar viveu de forma discreta em Goiânia (GO), afastado dos holofotes e da mídia, longe dos palcos que um dia o consagraram.

A filha do cantor, Lili de Grammont, comunicou a morte nas redes sociais, destacando a complexidade dos sentimentos que envolvem o legado do pai e o impacto que sua trajetória teve sobre a família.

Murilo José

Sobre o autor

Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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