
Na segunda-feira (02), em Caçapava, no interior de São Paulo, um policial militar que atua como monitor em uma escola cívico-militar escreveu de forma incorreta no quadro as palavras “descançar” e “continêcia” durante uma orientação a estudantes sobre comandos básicos, o que gerou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a formação dos profissionais que atuam nesse modelo de ensino.
Erro durante a explicação aos alunos
Durante a atividade em sala, o monitor foi ao quadro para registrar os comandos “descansar” e “continência”. No entanto, escreveu as duas palavras com erros ortográficos. Enquanto isso, outro agente explicava oralmente os movimentos aos alunos. Assim, a falha ficou visível para toda a turma.
Correção após alerta
Logo depois, uma pessoa presente na sala avisou o monitor sobre a grafia incorreta. Em seguida, ele voltou ao quadro e corrigiu as palavras. Primeiro, ajustou “descansar”. Depois, reescreveu corretamente “continência”. Portanto, o equívoco foi reconhecido e corrigido ainda durante a aula.
Reação da comunidade escolar
As imagens da lousa circularam rapidamente fora da escola. Com isso, pais, educadores e usuários das redes sociais passaram a comentar o episódio. Parte das críticas se concentrou na preparação dos monitores para atuar em ambiente escolar. Além disso, surgiram questionamentos sobre a responsabilidade pedagógica desses profissionais diante dos estudantes.
Modelo cívico-militar em debate
O caso reacendeu a discussão sobre o programa de escolas cívico-militares adotado em parte da rede pública paulista. Nesse formato, policiais e militares da reserva atuam como monitores para auxiliar na disciplina e na organização escolar. Entretanto, especialistas lembram que o conteúdo pedagógico continua sob responsabilidade dos professores. Mesmo assim, o episódio reforçou dúvidas sobre a capacitação dos monitores para interagir em sala de aula.
Posicionamento oficial
A Secretaria da Educação do Estado informou que os monitores não são responsáveis pelo ensino das disciplinas e que a função deles é apoiar a gestão e a convivência escolar. Ainda segundo a pasta, os profissionais passam por orientação antes de iniciar as atividades. Apesar disso, o episódio expôs fragilidades no processo de implantação do modelo.
Ao errar palavras básicas diante dos alunos, o monitor transformou uma aula de disciplina em um debate público sobre preparo profissional e qualidade educacional. Assim, o episódio deixou claro que a presença de militares na escola não elimina a necessidade de formação adequada para quem atua diretamente com estudantes.

