
A partir de segunda-feira (13), o Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, passa a exigir a perícia médica por videoconferência em todo o país. A medida obriga o segurado a comparecer à agência para ser atendido por um médico à distância e busca reduzir filas, acelerar análises e ampliar o acesso a benefícios como auxílio-doença e BPC.
Atendimento muda e ganha ritmo digital
Agora, o processo muda de forma direta. O segurado agenda normalmente. Depois, no dia marcado, ele vai até uma agência.
Assim que chega, o atendimento começa com triagem. Em seguida, o servidor digitaliza documentos e exames. Logo depois, o cidadão entra em uma sala equipada e conversa com o perito por vídeo.
Além disso, o sistema exige consentimento formal. Ou seja, o segurado autoriza o modelo remoto antes da avaliação. Com isso, o INSS garante segurança jurídica e controle do processo.
Quem entra na nova regra
A mudança atinge principalmente benefícios por incapacidade.
Entre os casos mais comuns, entram:
- pedidos iniciais de auxílio-doença;
- avaliações e revisões do BPC;
- prorrogações de benefícios já concedidos.
Por outro lado, o INSS mantém o atendimento presencial em situações mais complexas. Sempre que o exame físico se torna essencial, o modelo tradicional segue obrigatório.
O que muda, de fato, para o segurado
Aqui está o ponto central. A perícia continua obrigatória.
No entanto, o formato muda completamente. O segurado não resolve tudo de casa. Ele precisa ir até a agência. Ainda assim, ganha tempo, porque o médico pode atender de qualquer lugar do país.
Com isso, o INSS distribui melhor os peritos. Além disso, reduz deslocamentos longos e melhora o fluxo de atendimento, principalmente em regiões com poucos profissionais.
Governo tenta destravar filas históricas
A decisão mira um problema antigo. As filas por perícia travam benefícios e pressionam o sistema há anos.
Agora, com a teleperícia, o governo tenta virar esse jogo. A estratégia aposta em mais produtividade, mais agilidade e mais alcance. Além disso, o modelo permite mutirões e atendimentos extras, inclusive com médicos atuando fora da própria região.
Limites da nova regra
Nem todos os casos entram nesse formato.
Situações que envolvem acidentes de trabalho seguem regras específicas. Além disso, casos que exigem avaliação física detalhada continuam presenciais. Ou seja, o modelo remoto avança, mas não substitui totalmente o atendimento tradicional.
O INSS pisa no acelerador digital e muda o jogo da perícia médica. O segurado ainda vai até a agência, mas encontra o médico na tela. Com isso, o sistema encurta caminhos, ganha velocidade e tenta entregar respostas mais rápidas.
Na prática, o modelo não simplifica tudo, mas destrava o essencial. E, para quem espera meses por um benefício, essa mudança pode significar mais do que tecnologia, pode significar dignidade.

