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Filho acusado de matar mãe e padrasto por herança vai a júri em Itajaí

Julgamento será as 9h desta quinta-feira; cunhado também senta do banco dos réus

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Filho acusado de matar mãe e padrasto por herança vai a júri em Itajaí
Foto: Arquivo / GNews

O Tribunal do Júri de Itajaí julga, nesta quinta-feira (2), dois homens acusados de cometer um dos crimes mais brutais da cidade. A sessão começa às 9h, no Fórum da Comarca.

Walter Alexandre Gonçalves, de 24 anos, e o cunhado dele, Fábio de Almeida de Araújo, de 18, respondem pelas mortes dos comerciantes Susimara Gonçalves de Souza, de 42 anos, e Pedro Ramiro de Souza, de 47. O casal morreu dentro da própria residência, no bairro Cordeiros, em novembro de 2024.

O caso gerou forte comoção em Itajaí. Além da violência, o crime chocou moradores porque Walter é filho de Susimara e enteado de Pedro Ramiro.

Investigação aponta crime planejado

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Walter planejou os assassinatos para antecipar o recebimento da herança. Além disso, ele teria prometido cerca de R$ 10 mil ao cunhado para ajudá-lo na execução do plano.

A investigação aponta que os dois invadiram a casa do casal por volta das 22h20 de 23 de novembro de 2024. Depois, permaneceram escondidos por mais de duas horas, à espera das vítimas.

Quando Susimara e Pedro Ramiro chegaram, já durante a madrugada, os acusados atacaram o casal de surpresa. Conforme a denúncia, eles provocaram as mortes por asfixia.

Na sequência, os investigados levaram celulares e alianças das vítimas. Também modificaram a cena do crime para simular um assalto e dificultar o trabalho da polícia.

Ministério Público pede a condenação

O Ministério Público sustenta que os acusados agiram de forma premeditada e em conjunto. Por isso, pediu que ambos respondam perante o Tribunal do Júri.

Walter e Fábio respondem por feminicídio contra Susimara, com as majorantes de asfixia e emboscada. Eles também respondem pelo homicídio qualificado de Pedro Ramiro, por motivo torpe, asfixia e emboscada.

Além disso, os dois respondem pelo crime de fraude processual. Para o MPSC, a alteração da cena fez parte da estratégia para esconder a verdadeira motivação dos assassinatos.

Quase dois anos após o crime, o caso chega ao momento decisivo. Agora, caberá aos jurados analisar as provas e definir se os réus serão condenados pelo duplo homicídio que marcou a história policial de Itajaí.

Murilo José

Sobre o autor

Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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