
Balneário Camboriú promoveu na primeira quinzena de abril uma palestra em quatro escolas municipais em comemoração à Semana dos Povos Indígenas. O professor e indigenista Ricardo Gallarza conversou com os estudantes e apresentou materiais como peças artísticas produzidas por indígenas de várias etnias brasileiras. Cada palestra teve a duração de 40 e 60 minutos.
As escolas que participaram da atividade foram os Centros Educacionais Tomaz Francisco Garcia, do Bairro dos Municípios, Governador Ivo Silveira (Bairro dos Estados) e Professor Antônio Lúcio, e Presidente Médici, ambos do Bairro das Nações. O ciclo de palestras faz parte do Projeto Etnoarte – Arte dos Povos Originários, aprovado no EDITAL N° 29/2022 /Prêmio Elisabete Anderle, da Fundação Catarinense de Cultura.

Para a professora Ingrid Saterê Mawe Assis, liderança indígena com atuação na Grande Florianópolis, é sempre importante que ocorram atividades educativas que tratem da cultura e da história dos povos indígenas, assim como também dos povos africanos, conforme é determinado por Lei desde 2008. No entanto, ela lembra que entre as três etnias indígenas representas em Santa Catarina – Guarni, Xokleng e Kaingang – há inúmeros educadores capacitados para atuar como interlocutores nesse processo e apresentar pessoalmente suas visões aos estudantes. “Por muitos anos, pessoas não-indígenas falaram por ós. É triste ver que em 2023 ainda temos não-indígenas sendo chamados mesmo com a presença de vários indígenas que podem falar em nosso nome”, salientou Ingrid, que foi dirigente sindical na Central Sindical e Popular Conlutas e militante da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA).


