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Ensino médio avança só 0,2 e fica longe da meta do Ideb

Brasil alcançou 4,5 pontos em 2025, enquanto o Ministério da Educação esperava resultado de 5,2

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Ensino médio avança só 0,2 e fica longe da meta do Ideb
Foto: Divulgação

O ensino médio brasileiro avançou apenas 0,2 ponto no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e, novamente, ficou abaixo da meta nacional. Os dados divulgados nesta quarta-feira (5) mostram que a nota subiu de 4,3, em 2023, para 4,5, em 2025.

Apesar de representar o melhor resultado da série histórica, o índice ainda ficou 0,7 ponto abaixo da meta de 5,2 definida pelo Ministério da Educação (MEC). Portanto, o país melhorou o desempenho, mas manteve um ritmo insuficiente para alcançar os objetivos estabelecidos para essa etapa.

Como o Ideb calcula a nota das escolas?

O Ideb combina dois fatores essenciais: o desempenho dos estudantes e o fluxo escolar. Para calcular a nota, o indicador considera os resultados de língua portuguesa e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Além disso, o índice utiliza as taxas de aprovação registradas pelo Censo Escolar. Dessa forma, o Ideb avalia tanto a aprendizagem dos alunos quanto a capacidade das escolas de garantir que eles avancem nas séries.

A pontuação varia de zero a dez. Por isso, quanto maior a nota, melhor o desempenho da rede de ensino nesses dois critérios.

Por que o ensino médio avança lentamente?

Especialistas apontam que o ensino médio concentra alguns dos principais problemas da educação brasileira. Entre eles, aparecem a desigualdade socioeconômica, a evasão escolar, a dificuldade de manter os jovens em sala de aula e o baixo engajamento dos estudantes.

Além disso, essa etapa recebe alunos que acumulam defasagens de aprendizagem desde os primeiros anos escolares. Consequentemente, o ensino médio funciona como um termômetro de toda a educação básica.

Portanto, o problema não começa apenas nos três últimos anos de formação. Pelo contrário, dificuldades em leitura, escrita e matemática acompanham muitos estudantes durante toda a trajetória escolar e se tornam ainda mais evidentes no fim do ciclo.

O que o Brasil precisa melhorar?

O país precisa ampliar a permanência dos jovens nas escolas. Ao mesmo tempo, porém, também deve garantir que os estudantes realmente aprendam e concluam o ensino médio preparados para o mercado de trabalho, o ensino superior e as transformações da sociedade.

Por isso, especialistas defendem políticas públicas contínuas, integradas e baseadas em dados. Essas ações precisam reduzir a evasão, combater as desigualdades e fortalecer o trabalho pedagógico dentro das escolas.

Assim, aumentar apenas as taxas de aprovação não resolverá o problema. Da mesma forma, melhorar a aprendizagem sem garantir a permanência dos alunos também não será suficiente. O desafio, portanto, consiste em avançar nas duas frentes ao mesmo tempo.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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