
Centenas de ciclistas pelados ou seminus chamaram a atenção neste domingo (9) durante um passeio pelas ruas de Berlim. Cerca de 500 pessoas participaram da manifestação, segundo a polícia, em uma ação que buscou promover o naturismo e a chamada cultura do corpo livre.
Além disso, os participantes aproveitaram o evento para defender a autoaceitação, a diversidade e a inclusão. A manifestação também chamou atenção para a queda no número de adeptos do movimento naturista no país.
Passeio percorreu mais de 30 quilômetros
O grupo iniciou o trajeto no Mauerpark, na região oriental de Berlim. Em seguida, os ciclistas seguiram em direção ao distrito governamental, na região central da capital.
Ao longo do percurso, a manifestação passou por diferentes áreas da cidade. Conforme os organizadores, o trajeto superou 30 quilômetros e acompanhou a antiga linha do Muro de Berlim até Schönefeld, nas proximidades do aeroporto.
Além disso, o calor contribuiu para o cenário inusitado. A temperatura chegou aos 30°C durante o passeio.
Os participantes, entretanto, não precisaram seguir uma regra única sobre as roupas. Cada pessoa decidiu participar completamente nua, parcialmente nua ou vestida, conforme o próprio conforto.

Manifestação defende autoaceitação
O evento recebeu o nome de Passeio Ciclístico Mundial de Naturistas, conhecido internacionalmente como World Naked Bike Ride.
Segundo os organizadores, a iniciativa buscou resgatar o conceito de Freikörperkultur (FKK), expressão alemã que significa “cultura do corpo livre”.
A proposta, portanto, não se limitou à nudez. Os organizadores afirmaram que o passeio também destacou a diversidade dos corpos e rejeitou a ideia de que todos precisam seguir um determinado padrão.
Além disso, a manifestação defendeu tolerância, autoaceitação, proximidade com a natureza, proteção ambiental, inclusão e diversidade.

Movimento perdeu milhares de adeptos
A mobilização também serviu para chamar atenção para outro aspecto: o declínio do naturismo organizado na Alemanha.
Nas últimas décadas, clubes e associações ligados ao movimento registraram redução no número de integrantes. Na década de 1990, a Federação Alemã de Cultura do Corpo Livre (DFK) reunia cerca de 65 mil membros.
Atualmente, o número caiu para aproximadamente 34 mil associados.
Para os organizadores, o passeio representa uma forma de aproximar novas pessoas do movimento e reforçar os valores defendidos pelo naturismo.
Assim, mesmo com a cena incomum para quem circulava pelas ruas, a manifestação apresentou uma mensagem que vai além da aparência. Os participantes usaram as bicicletas e o próprio corpo para defender liberdade, diversidade e aceitação.
Segundo as informações da Deutsche Welle, cerca de 500 pessoas participaram do passeio realizado neste domingo (9), em Berlim.

