
A Comissão Memória e Verdade da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) concluiu, no final de março, um relatório com recomendações à universidade para adotar medidas para reparar os danos causados pela ditadura militar ocorrida no Brasil do ano de 1964 à 1985.
Uma das sugestões abordadas no documento é de que sejam retiradas do campus as homenagens ao ex-reitor João David Ferreira Lima, que teria perseguido estudantes, professores e servidores no período.
Para a comissão, a universidade deve mudar o nome do campus da UFSC na Trindade, dado em homenagem ao ex-reitor João David Ferreira Lima, pois o ex-reitor colaborava ativamente para a ditadura e enviava de maneira voluntária listas de nomes de professores e estudantes aos quartéis.
A comissão trouxe documentos que comprovariam os atos antidemocráticos do ex-reitor Ferreira Lima.
Um dos casos foi contra o professor José do Patrocínio Galotti, o ex-reitor recomendou a exoneração do docente 9 de junho de 1964, pouco após ter sido solto da prisão no quartel da Polícia Militar, onde estava preso desde 29 de abril daquele ano.
Outro caso relatado é o do professor Henrique Stodieck que, conforme o relatório, em 15 de maio de 1964, o ex-reitor Ferreira Lima enviou um ofício para da Comissão de Inquérito onde relatava as “atividades ‘subversivas’ das quais tinha conhecimento.

