
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 1,8% este ano. Segundo a Carta de Conjuntura nº 70, publicada nesta quinta-feira (9), o órgão vinculado ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) mantém um otimismo moderado, apesar do cenário internacional conturbado.
Impacto do cenário externo no PIB
A previsão considera os impactos da guerra iniciada em fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Embora o conflito gere incertezas e eleve o preço internacional do petróleo, o Ipea argumenta que a economia brasileira demonstra resiliência.
Ademais, os pesquisadores lembram que eventos geopolíticos anteriores, como a invasão da Ucrânia em 2022, não impediram a expansão do comércio mundial na época. Por essa razão, o instituto acredita que as políticas fiscais expansionistas, impulsionadas por investimentos em inteligência artificial e indústria bélica, podem beneficiar as exportações brasileiras.
Motores do crescimento interno
No mercado doméstico, o Ipea identifica dois pilares centrais para o avanço do Produto Interno Bruto (PIB):
- Consumo das famílias: Fortalecido pelo aumento real do salário mínimo, este fator continua sendo o principal motor da economia, conforme reitera o IBGE.
- Crédito e Investimento: A oferta contínua de crédito pelo sistema financeiro nacional viabiliza novos investimentos privados, acelerando a produção de bens e serviços.
Em paralelo, o governo mantém a estratégia do novo arcabouço fiscal. Esta política combina a elevação de gastos sociais com o crescimento das receitas públicas, garantindo investimentos em áreas essenciais como saúde e valorização salarial.
Comparativo e projeções futuras
Caso a previsão se confirme, o Brasil encerrará o período de 2023 a 2026 com um crescimento acumulado de 10,7%. Este resultado supera o desempenho dos dois governos anteriores:
- 2019-2022: 5,7%
- 2015-2018: 9,9%
Por fim, o Ipea já olha para o futuro e estima que, em 2027, o PIB brasileiro manterá o ritmo de expansão, com uma alta projetada de 2%.

