
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do contador Washington Travassos de Azevedo. O suspeito teria liderado um esquema de acesso ilegal a dados fiscais de autoridades e familiares de magistrados, segundo as investigações.
A prisão ocorreu no último dia 14 de março. Logo após a detenção, o investigado passou por uma audiência de custódia, na qual o Judiciário optou por manter a prisão.
Alvo das investigações
De acordo com o STF, a Polícia Federal solicitou a prisão de Azevedo após identificá-lo como um dos mandantes dentro de uma organização criminosa especializada em quebra de sigilo funcional. Além disso, as investigações apontam que o grupo acessou informações restritas de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Anteriormente, no início deste mês, o contador já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão. Nesse sentido, as autoridades buscam desmantelar a estrutura que permitiu o vazamento de dados protegidos por quase dois anos.
Alcance das invasões
Segundo dados da Procuradoria-Geral da República (PGR), a quadrilha operou entre 8 de janeiro de 2024 e 27 de janeiro de 2026. Durante esse período, o contador teria acessado declarações de Imposto de Renda de 1.819 pessoas físicas.
Entre as vítimas confirmadas, destacam-se:
- Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU);
- Deputados federais e ex-senadores;
- Um ex-governador e dirigentes de agências reguladoras;
- Empresários e figuras públicas de notoriedade.
Por fim, o relatório da investigação destaca que o grupo não apenas visualizou os documentos, mas também realizou o download das informações. Essa prática permitiu que os dados sigilosos fossem armazenados em dispositivos externos, aumentando o risco de disseminação indevida e chantagem.

