
A Meta anunciou na última quinta-feira (16) que passará a avisar pais ou responsáveis sempre que um adolescente demonstrar comportamento de risco em conversas com o seu assistente virtual. O objetivo é oferecer uma rede de proteção imediata para jovens que tocam em temas como suicídio ou automutilação durante o uso da ferramenta.
Filtro de segurança
A empresa desenvolveu um sistema capaz de detectar palavras ou intenções perigosas nos diálogos. Esse filtro identifica tanto frases diretas quanto insinuações sobre danos físicos. Após a detecção, uma equipe humana revisa o conteúdo para confirmar se o risco é real.
Caso a suspeita se mantenha, o alerta é enviado aos responsáveis através das ferramentas de controle familiar da plataforma. Portanto, a companhia admite que o sistema é cauteloso. Mesmo que a conversa não seja totalmente clara, a empresa prefere avisar a família por segurança.
Opinião de especialistas
O assunto divide opiniões, mas encontra respaldo em especialistas de segurança digital. Larry Magid, diretor de uma organização dedicada à educação online, defendeu a mudança. Ele reconhece a importância da privacidade dos jovens, mas reforça que a proteção da vida deve vir em primeiro lugar.
A Meta já costumava redirecionar usuários para canais de ajuda profissional. No ano passado, esse encaminhamento aconteceu mais de 19 mil vezes ao redor do mundo. A empresa agora trabalha em uma nova função para conectar o usuário diretamente a serviços de emergência nos casos mais graves.
Novidade no Brasil
Por enquanto, o serviço funciona apenas nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. O recurso é integrado ao acompanhamento que os pais já fazem pelo Instagram. Por fim, a Meta confirmou que a novidade estará disponível para usuários brasileiros até o final deste ano.

