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Inflação deve superar teto da meta em 2026, aponta Boletim Focus

Analistas revisam preços para cima diante da alta do petróleo e incertezas globais

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Inflação deve superar teto da meta em 2026, aponta Boletim Focus
Foto divulgação

O cenário econômico brasileiro enfrenta novos sinais de alerta. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (13), os analistas do mercado financeiro elevaram a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,36% para 4,71% em 2026.

Inflação acima da meta

Com essa revisão, a inflação rompe o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com um limite máximo de tolerância de 4,5%. Além disso, o pessimismo atingiu as previsões para 2027, com a expectativa subindo de 3,85% para 3,91%.

Essa escalada inflacionária reflete diretamente o momento de instabilidade global. A recente alta de mais de 8% no preço do petróleo, impulsionada pelo fracasso nas negociações diplomáticas entre Irã e Estados Unidos, pressiona os custos logísticos e de produção no Brasil.

Ademais, os dados do IBGE já mostravam uma tendência de aceleração em março, quando a inflação oficial fechou em 0,88%. Os principais vilões do período foram os grupos de transportes e alimentação, que continuam impulsionando o índice acumulado em 12 meses, atualmente em 4,14%.

Juros altos como barreira

Para conter o avanço dos preços, o Banco Central utiliza a Taxa Selic como principal ferramenta. Atualmente fixada em 14,75% ao ano, a taxa básica de juros passou por um corte tímido de 0,25 ponto percentual na última reunião do Copom.

Contudo, o ciclo de baixas que o mercado esperava pode estar em risco. Embora a previsão para o fechamento de 2026 tenha permanecido em 12,50%, o Banco Central já sinalizou que poderá rever a estratégia e interromper a queda caso as incertezas geopolíticas continuem a alimentar a inflação.

Dólar em queda e PIB estável

Apesar das preocupações com o custo de vida, o Boletim Focus trouxe um alento para o mercado de câmbio. Os economistas reduziram a estimativa do dólar para os próximos três anos. Para o fim de 2026, a cotação esperada caiu de R$ 5,40 para R$ 5,37. Já para 2027, a projeção recuou para R$ 5,40.

No que diz respeito ao crescimento econômico, o mercado mantém a cautela. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 permaneceu estagnada em 1,85%. Vale ressaltar que, em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, registrando o quinto ano consecutivo de alta, com destaque para o desempenho do setor agropecuário.

* Com informações da Agência Brasil.

Natiele Oliveira

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Natiele Oliveira

A jornalista confirma a presença do Guararema News na cidade de Blumenau, com uma ampla cobertura de tudo o que acontece na região do Vale do Itajaí, uma das mais importantes de Santa Catarina. Atua também em coberturas nacionais, sempre ligada em notícias que possam fazer a diferença na vida dos leitores, como serviços, empregos, concursos e etc...

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