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Endividamento das famílias bate recorde e atinge 49,9%; aponta BC

Comprometimento da renda atinge maior patamar da série histórica e governo articula renegociações via FGTS

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Endividamento das famílias bate recorde e atinge 49,9%; aponta BC
Foto: Divulgação / Marcello Casal JR / Agência Brasil

O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior patamar da série histórica do Banco Central (BC), chegando a 49,9% em fevereiro. Os dados, detalhados no Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgado nesta segunda-feira (27), revelam uma pressão crescente sobre o orçamento doméstico, com o comprometimento da renda atingindo 29,7%.

Endividamento das famílias

Atualmente, as despesas com dívidas consomem quase um terço dos rendimentos mensais do brasileiro. De acordo com o BC, a distribuição desse peso ocorre da seguinte forma:

  • 10,63% da renda é destinada exclusivamente ao pagamento de juros.
  • 19% da renda vai para o pagamento do valor principal das dívidas.

Esse cenário coloca o Brasil com índices de endividamento superiores à média de outros países emergentes, o que mobiliza a equipe econômica em busca de soluções para frear a escalada da inadimplência.

Desenrola 2.0 e o papel do FGTS

Para enfrentar o sufocamento financeiro das famílias, o governo federal estrutura o lançamento do Desenrola 2.0. A estratégia central da nova fase do programa prevê a utilização de recursos do FGTS para facilitar a renegociação de débitos e oferecer condições mais viáveis de pagamento.

Além de oferecer fôlego financeiro, o projeto deve impor condições para evitar o reendividamento imediato. A proposta prevê mecanismos que limitem o acesso a linhas de crédito consideradas “vilãs” do orçamento, como o rotativo do cartão, para quem aderir ao programa. Assim, o beneficiário assume o compromisso de manter a saúde financeira enquanto quita a renegociação.

Avanço do cartão

Mesmo com taxas de juros que alcançaram 428,3% ao ano em março, o uso do cartão de crédito rotativo continua em ascensão. No primeiro trimestre de 2026, as concessões nessa modalidade somaram R$ 109,7 bilhões. Ou seja, representa uma alta de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o volume foi de R$ 99,9 bilhões.

Além do crédito bancário tradicional, o governo monitora outros fatores de risco para a renda familiar. Um exemplo é o setor de apostas, que deve passar por nova regulação para evitar que o endividamento da população se agrave ainda mais.

Natiele Oliveira

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Natiele Oliveira

A jornalista confirma a presença do Guararema News na cidade de Blumenau, com uma ampla cobertura de tudo o que acontece na região do Vale do Itajaí, uma das mais importantes de Santa Catarina. Atua também em coberturas nacionais, sempre ligada em notícias que possam fazer a diferença na vida dos leitores, como serviços, empregos, concursos e etc...

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