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El Niño pode provocar onda de calor extrema no Brasil

Fenômeno climático deve intensificar temperaturas e elevar riscos à saúde a partir do segundo semestre

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El Niño pode provocar onda de calor extrema no Brasil
Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Secom

O Brasil deve enfrentar um cenário ainda mais extremo de calor em 2026. Segundo uma nota técnica do Cemaden, o país entrou em estado de atenção para o risco de um possível “desastre térmico”.

De acordo com o órgão, o fenômeno El Niño tem cerca de 80% de probabilidade de se consolidar no Oceano Pacífico. Por isso, ele pode intensificar e prolongar as ondas de calor em diversas regiões do país, especialmente a partir do segundo semestre.

Além disso, o alerta surge em um contexto preocupante. As temperaturas globais vêm batendo recordes consecutivos, e a última década já é considerada a mais quente da história.

El Niño deve intensificar o calor

O Instituto Nacional de Meteorologia explica que o El Niño ocorre quando as águas superficiais do Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal. Esse aquecimento altera a circulação dos ventos e da umidade em todo o planeta.

Como consequência, o Brasil sente impactos diretos. Enquanto o Sul costuma registrar mais chuvas intensas, o Norte enfrenta períodos de seca. Já no Centro-Oeste e no Sudeste, o calor tende a se tornar mais frequente e duradouro.

Além disso, o fenômeno está ligado ao enfraquecimento dos ventos alísios — correntes de ar que ajudam a regular a temperatura do oceano. Quando esses ventos perdem força, a água quente permanece na superfície por mais tempo, elevando ainda mais as temperaturas.

Noites quentes agravam riscos à saúde

Outro fator que preocupa especialistas é a falta de alívio térmico durante a noite. As temperaturas mínimas seguem elevadas, o que impede o descanso adequado do corpo.

Por isso, o calor contínuo, somado ao tempo seco, aumenta o risco de problemas respiratórios e cardiovasculares. Além disso, cresce o número de internações por desidratação e estresse térmico.

Impactos vão além da saúde

O possível “desastre térmico” pode provocar efeitos em várias áreas. Na saúde pública, por exemplo, a demanda por atendimento tende a crescer. Enquanto isso, a agricultura pode sofrer com perdas de safra causadas pelo calor excessivo.

Além disso, o meio ambiente enfrenta maior risco de queimadas e incêndios florestais. Por fim, a economia também pode ser afetada, com queda na produtividade e aumento no custo de vida.

Fenômeno exige atenção

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais reforça que o El Niño altera a circulação da atmosfera e interfere diretamente nos padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo.

Diante desse cenário, especialistas alertam para a necessidade de monitoramento constante e de medidas preventivas, já que os efeitos podem ser intensos e prolongados ao longo de 2026.

Alice Soares

Sobre o autor

Alice Soares

Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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