Região Santa Catarina

Caminhoneiros de SC rejeitam aderir à paralisação

Motoristas se reuniram em Itajaí para debater participação na greve nacional anunciada pela categoria

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Caminhoneiros de SC rejeitam aderir à paralisação
Foto: divulgação

Caminhoneiros de Santa Catarina estiveram diante de um momento decisivo na segunda-feira (13), quando representantes de sindicatos e associações se reuniram em Itajaí, no litoral Norte do estado, para definir se o estado aderiria à paralisação nacional da categoria. O clima era de expectativa, especialmente diante do risco de interrupção no transporte de cargas e combustíveis, com reflexos imediatos sobre o abastecimento e a economia local. Filas foram registradas em postos de cidades como Criciúma e Tijucas, indicando que motoristas anteciparam a possibilidade de greve com abastecimento emergencial.

A reunião, no entanto, terminou sem anúncio de paralisação. As entidades presentes, entre elas a Fetrancesc, o Sinditac de Navegantes e a AIMA, optaram por não suspender as atividades. Em nota conjunta, destacaram que uma mobilização de impacto nacional exige planejamento estratégico e não pode ser improvisada. A decisão foi tomada mesmo com forte pressão de segmentos da categoria insatisfeitos com as condições do frete e os custos operacionais crescentes.

O desfecho em Santa Catarina acompanhou um movimento político acelerado em Brasília. Na terça-feira 14, o Senado Federal aprovou a Medida Provisória do Frete, principal pauta de reivindicação dos caminhoneiros. A votação ocorreu de forma urgente para evitar que a MP perdesse validade na quinta-feira seguinte, o que poderia reacender focos de protesto. O texto aprovado fortalece a Política Nacional de Pisos Mínimos no Transporte Rodoviário de Cargas e prevê multas pesadas, de até um milhão de reais, para empresas que pagarem abaixo do valor mínimo.

Também foi mantido o mecanismo de ajuste automático da tabela de frete, conhecido como gatilho do diesel, que ativa reajustes em até três dias úteis sempre que o preço do combustível variar mais de cinco por cento. Essa medida é vista como essencial para proteger a renda dos motoristas frente à volatilidade dos preços. Para garantir consenso, parlamentares removeram do texto a proposta de anistia a multas relacionadas aos bloqueios de rodovias durante os protestos de 2022.

Com a aprovação da MP, o cenário em Santa Catarina se acalmou. As rodovias federais e estaduais retomaram a normalidade total, sem interdições ou lentidão significativa. Os postos de combustíveis, que enfrentaram movimento intenso nos dias anteriores, registraram redução nas filas, indicando que a confiança voltou ao setor. Ainda que algumas assembleias futuras possam ser convocadas, o momento atual mostra uma pausa nas mobilizações, com foco agora na fiscalização da nova legislação e seu cumprimento pelas transportadoras.

Com informações do Portal Mais News

Róbinson Gambôa

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Róbinson Gambôa

Experiênte jornalista, atua na região da Grande Florianópolis, se dedicando aos factuais do dia a dia e também a matérias mais autorais com foco em temas diversos. Entre suas especialisdades está a editoria de política e segurança publica. Gambôa também contribui com conteúdo esportivo.

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