
Uma menina de 10 anos sofreu uma parada cardiorrespiratória após um deslizamento de terra atingir uma residência em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis. O caso aconteceu por volta das 3h deste domingo (16), no bairro Taquara.
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) recebeu o chamado e enviou uma equipe de resgate ao endereço. Ao chegar, os bombeiros constataram que o deslizamento havia atingido e soterrado parte da residência.
Quatro pessoas da mesma família estavam no imóvel no momento do incidente: um casal e os dois filhos, um jovem e uma menina de 10 anos. Entretanto, todos conseguiram deixar a área atingida antes da chegada dos bombeiros.
A mãe e o jovem seguiram para o hospital por meios próprios. Enquanto isso, o pai e a menina permaneceram no local para receber atendimento.
Bombeiros iniciam reanimação da criança
Os bombeiros encontraram a menina de 10 anos em parada cardiorrespiratória. Diante da emergência, a equipe iniciou imediatamente as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
Em seguida, os bombeiros acionaram a Central de Operações e solicitaram uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). As equipes do SAMU chegaram ao endereço e assumiram o atendimento da criança.
Posteriormente, o SAMU encaminhou a menina para atendimento médico. Até a publicação desta matéria, as autoridades não haviam informado o quadro de saúde da criança após o encaminhamento.
O pai também precisou de atendimento. Ele relatou dor no ombro esquerdo e apresentou suspeita de lesão. Por isso, uma equipe do SAMU o encaminhou para avaliação médica.
Deslizamento compromete segurança da residência
Enquanto atendiam as vítimas, os bombeiros também avaliaram as condições da residência. A equipe constatou que a terra havia atingido diretamente parte do imóvel e comprometido a estabilidade da estrutura.
Por esse motivo, os bombeiros isolaram toda a residência e orientaram os familiares a não entrar no imóvel até uma avaliação dos órgãos responsáveis.
Além disso, a equipe identificou um forte odor de gás liquefeito de petróleo (GLP). Diante do risco, os bombeiros utilizaram um detector de gases para monitorar o ambiente e acompanhar as condições de segurança.
Ao longo da ocorrência, os profissionais também avaliaram o risco de novos movimentos de terra, queda de estruturas e desprendimento de escombros.
A Polícia Militar auxiliou no isolamento da área e na segurança da ocorrência. Além disso, o Comandante de Área acionou a Defesa Civil para registrar a situação e adotar as providências necessárias.
Por fim, os bombeiros desligaram a energia elétrica da residência e fecharam os acessos ao terreno. Com isso, ninguém permaneceu na área considerada de risco.

