
As ruas da região central de São Paulo vão receber 55 mil corredores na manhã da próxima quarta-feira, 31 de dezembro, na edição 2025 da Corrida de São Silvestre, em homenagem ao santo da data. Uma das provas de rua mais tradicionais do mundo, comemora esse ano um feito histórico, chegando sua 100ª edição. A prova é o maior acontecimento do gênero no Brasil e um dos mais importantes da América Latina.
Tamanho prestígio provoca uma corrida também na disputa por vagas. As inscrições para esse ano abriram as 10h do dia 25 de setembro e foram preenchidas em menos de seis horas. Após o primeiro esgotamento, 5 mil vagas extras foram abertos e o preenchimento, por meio de sorteio, ocorreu entre 29 de outubro e 02 de novembro.
O trajeto de 15 quilômetros da Corrida de São Silvestre percorre avenidas icônicas de São Paulo, como Pacaembu, Rio Branco, Ipiranga e Duque de Caxias, incluindo a conhecida subida da Brigadeiro Luís Antônio.
A São Silvestre foi idealizada pelo jornalista e advogado paulista Cásper Líbero, em 1925. Apaixonado por esportes, Líbero se inspirou em uma corrida noturna que viu em Paris, na França. Tanto que a prova brasileira inicialmente era disputada à noite.
A partir de 1944 a organização passou a aceitar a participação de mulheres, que na atualidade chegam a um percentual superior a 47% de participantes. A partir de 1945, após o fim da guerra, passou a ser liberada a participação de atletas estrangeiros na prova.
Conforme a organização, do total de inscritos esse ano, cerca de 4.600 atletas são estrangeiros, representando 39 países. Em 2025, segundo cadastros de inscrições, as maiores delegações, fora a do Brasil, são da Alemanha seguido de Estados Unidos e Espanha. Os brasileiros que disputarão a prova são de 1.942 cidades do país.
Os atuais campeões da prova são do Quênia. Em 2024 Wilson Too venceu no masculino, ao cruzar a linha de chegada em 44min21s, e Agnes Keino foi a vencedora no feminino, terminando o percurso em 51min25s.

