
A surfista capixaba Ana Gabriela Dagostini, de 13 anos, iniciou no fim de novembro e segue até dezembro uma temporada de treinos em Nazaré, em Portugal, um dos principais palcos do surfe de ondas grandes do mundo. A jovem, natural do Espírito Santo, treina sob a orientação do big rider Lucas Chumbo Chianca e de outros atletas experientes, com o objetivo de acelerar sua evolução técnica, emocional e estratégica antes da transição ao circuito profissional, prevista para 2026.
Treinos no limite em um dos mares mais temidos do planeta
Em Nazaré, Ana Gabriela enfrenta ondas que podem ultrapassar nove metros. A rotina inclui leitura de mar, protocolos de segurança, uso de jet ski e tomada rápida de decisão. Além disso, o contato diário com condições extremas fortalece a confiança da atleta e amplia sua capacidade de adaptação em diferentes cenários do surfe.
Acompanhamento de referências do surfe de ondas grandes
A jovem treina diretamente com Lucas Chumbo, referência mundial na modalidade. O grupo de apoio reúne big riders brasileiros com experiência em Nazaré, responsáveis por orientar cada entrada no mar. O método é claro, progressão técnica, segurança em primeiro lugar e aprendizado constante.
Talento precoce e resultados no Brasil
Natural do Espírito Santo, Ana Gabriela cresceu cercada pelo mar. Desde cedo, passou a competir. Com o tempo, conquistou títulos em categorias de base. Além disso, chamou atenção ao surfar ondas pesadas em picos tradicionais do litoral capixaba. O desempenho é considerado raro para a idade.
Experiência internacional como parte da formação
Paralelamente aos treinos em Portugal, a surfista já iniciou participações no Qualifying Series. Trata-se do circuito de acesso à elite mundial. Embora ainda esteja em fase de amadurecimento, cada bateria gera aprendizado. Assim, a vivência internacional fortalece o preparo técnico e emocional.
Por que isso importa
A presença de uma atleta de apenas 13 anos em Nazaré chama atenção. No entanto, o impacto vai além do feito esportivo. Ela simboliza a renovação do surfe brasileiro. Além disso, evidencia um modelo de formação mais completo. Talento, método e visão de futuro caminham juntos.

