
O árbitro Paulo César Zanovelli levou 35 minutos para deixar o gramado após a vitória do Bahia por 2 a 1 sobre o Mirassol, no sábado (11), no estádio Maião, em Mirassol (SP), pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, depois de validar um gol contestado que provocou revolta imediata de jogadores, comissão técnica e torcida.
Gol no fim muda o jogo e acende a revolta
O Bahia virou a partida aos 43 minutos do segundo tempo. No entanto, antes do lance decisivo, o Mirassol pediu falta em Negueba. A arbitragem ignorou a jogada e mandou seguir. A decisão, então, virou o estopim da confusão.
Logo depois, os jogadores do Mirassol cercaram o árbitro. Em seguida, o time travou a partida por cerca de dez minutos. Ao mesmo tempo, o clima esquentou nas arquibancadas. E, para aumentar a pressão, o VAR não chamou para revisão.
Expulsões e tensão tomam conta do gramado
Diante das reclamações intensas, o árbitro expulsou o técnico Rafael Guanaes, o meia Eduardo e um membro da comissão técnica. Ainda assim, os protestos continuaram. Inclusive, jogadores no banco chegaram a cogitar abandonar a partida.
Enquanto isso, o ambiente ficou cada vez mais pesado. Após o apito final, dirigentes do Mirassol invadiram a área próxima ao túnel e pressionaram a arbitragem. Ao mesmo tempo, o telão exibia o lance polêmico repetidas vezes, o que alimentou ainda mais a indignação.
Saída sob escolta reforça clima de crise
Diante da tensão, o árbitro permaneceu no gramado por mais de meia hora. Só depois conseguiu deixar o campo. Mesmo assim, saiu cercado por 13 policiais militares, sob vaias, gritos e xingamentos.
Do outro lado, o Bahia também reclamou. O time baiano cobrou um pênalti não marcado no primeiro tempo. Ou seja, a arbitragem desagradou os dois lados e ampliou a sensação de erro.
Resultado fica em segundo plano
Dentro de campo, o Bahia garantiu três pontos importantes fora de casa e ganhou fôlego na tabela. Por outro lado, o Mirassol sofreu mais uma derrota e segue pressionado.
No entanto, o futebol ficou em segundo plano. Quando a arbitragem assume o protagonismo, o jogo perde o controle. E, mais uma vez, o Brasileirão vê sua credibilidade entrar em xeque.

