
Dois anos após iniciar sua transição de gênero, a skatista catarinense Luiza Marchiori, de 31 anos, natural de Florianópolis, finalmente conquistou o direito de competir entre as mulheres, na categoria feminino. Após uma decisão judicial favorável a ela, a Confederação Brasileira de Skate (CBSK) reconheceu o direito da atleta de competir como mulher no profissional, garantindo que ela não precise recomeçar sua carreira na categoria amadora.
Antes da transição de gênero, Luiza competia na categoria masculina e construiu uma carreira sólida. Ela ainda se chamava Luiz, e foi bicanpeão brasileiro e heptacampeão estadual de Santa Catarina, além de se destacar em campeonatos regionais.
Com o reconhecimento da CBSK, ela agora poderá levar toda essa experiência para o circuito feminino profissional, mantendo sua trajetória de alto desempenho no skate nacional.
Transição de gênero em 2023
Desde 2023, quando começou sua transição, Luiza é considerada a primeira mulher trans do Brasil a competir profissionalmente no skate. Natural de Florianópolis, ela recebeu acusações de violência psicológica, violência doméstica, ameaça, lesão corporal dolosa e importunação sexual.
Há mais de 15 anos no esporte, Luiza já competiu na Ásia, Europa e África. Em 2022, ficou na oitava colocação no Circuito Brasileiro de Skate, o STU. E, aos poucos, se tornou destaque do skate catarinense e, também nacional.

No entanto, após sentir mudanças físicas, a atleta mudou de categoria e se tornou pioneira, visto que, desde de setembro do ano passado, a Confederação Brasileira de Skateboarding (CBSk) oficializou o uso das mesmas diretrizes e parâmetros do Comitê Olímpico Internacional (COI) para que atletas transgêneros pudessem participar das competições nas modalidades em que se identificam.
No ano passado, Luiza se tornou alvo de diversas acusações de violência doméstica e sexual. As vítimas, conforme o escritório Bruna Brigoni e Dalledone Advogados associados, que atuou na acusação, são de relacionamentos anteriores a transiçao hormonal de Luiza. Os relatos eram de agressões e ameaças contra ex-namoradas entre 2017 e 2021. A advogada Larissa Krétzër, que atuou na defesa de Luiza, negou todas as acusações.

