
Carlo Ancelotti iniciou a reconstrução da Seleção Brasileira após a eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Agora, o treinador pretende ampliar as opções do elenco e testar novos jogadores antes da Copa América de 2028.
A renovação deve atingir principalmente o meio-campo e as laterais. Casemiro, Fabinho, Danilo, Alex Sandro e Douglas Santos estão entre os jogadores experientes que podem perder espaço durante o novo ciclo.
Nesse cenário, 20 atletas aparecem como possíveis alternativas para as próximas convocações. A lista, baseada em análise publicada pela Trivela, reúne jogadores que atuam no Brasil e no exterior. Alguns deles também acumulam passagens pelas categorias de base da Seleção.
Ancelotti, porém, ainda não anunciou seus novos escolhidos. Portanto, os nomes não integram uma relação oficial da comissão técnica. Eles representam possibilidades para o ciclo que levará o Brasil à Copa América de 2028 e à Copa do Mundo de 2030.
Quais meio-campistas podem ganhar espaço?
Ancelotti procura meio-campistas com características diferentes para aumentar as alternativas da Seleção. O treinador já conta com atletas intensos, fortes na marcação e capazes de acelerar as jogadas.
Por outro lado, o Brasil também precisa de jogadores que controlem a posse de bola, organizem a saída e construam as jogadas com mais calma. A necessidade ficou ainda mais evidente após a Espanha conquistar a Copa do Mundo de 2026 com um meio-campo técnico e capaz de comandar o ritmo das partidas.
Dez jogadores aparecem entre as possibilidades:
- Matheus Martinelli, do Fluminense, 24 anos;
- Breno Bidon, do Corinthians, 21 anos;
- Marlon Gomes, do Shakhtar Donetsk, 22 anos;
- Gabriel Bontempo, do Santos, 21 anos;
- Ângelo Gabriel, do Al-Nassr, 21 anos;
- Evertton Araújo, do Flamengo, 23 anos;
- Zé Lucas, do Cruzeiro, 18 anos;
- André Luiz, do Corinthians, 19 anos;
- Gabriel Mec, do Grêmio, 18 anos;
- Isaque, do Shakhtar Donetsk, 19 anos.
Matheus Martinelli pode ajudar a Seleção na saída de bola. O volante do Fluminense controla o ritmo, distribui passes e também participa da marcação.
Breno Bidon, por sua vez, destaca-se pela movimentação e pela participação na construção das jogadas. O jogador do Corinthians oferece linhas de passe e consegue avançar com a bola dominada.
Já Evertton Araújo apresenta características mais defensivas. O volante do Flamengo protege a defesa, ocupa espaços e aumenta a força de marcação no centro do campo.
Gabriel Mec surge como uma opção criativa. O jovem do Grêmio atua entre as linhas, dribla e consegue abrir espaços para os companheiros. Ângelo Gabriel também ampliou suas possibilidades ao passar a jogar em áreas mais centrais pelo Al-Nassr.
Os demais atletas da lista aumentam o número de alternativas, mas ainda precisam conquistar regularidade e confirmar o desenvolvimento antes de uma eventual convocação.
Quem pode disputar a lateral direita?
Wesley, da Roma, começa o novo ciclo como uma das principais opções para a lateral direita. Entretanto, o problema físico sofrido pelo jogador durante a Copa do Mundo mostrou que Ancelotti precisa aumentar a concorrência no setor.
Éder Militão também pode atuar pelo lado direito. Mesmo assim, o treinador deverá observar laterais de origem para reduzir a necessidade de improvisações e encontrar soluções de longo prazo.
Cinco jogadores aparecem como possíveis candidatos:
- Gustavo Mantuan, do Zenit, 25 anos;
- Vinicius Tobias, do Shakhtar Donetsk, 22 anos;
- Pedro Lima, do Wolverhampton, 20 anos;
- Arthur, do Bayer Leverkusen, 23 anos;
- Kauã Moraes, do Cruzeiro, 19 anos.
Gustavo Mantuan começou a carreira como atacante, mas se consolidou como lateral no futebol russo. Por isso, oferece velocidade, chegada ao ataque e presença constante na linha de fundo.
Vinicius Tobias também possui características ofensivas. O jogador do Shakhtar Donetsk acelera pelo corredor, busca o drible e participa da criação de oportunidades.
Pedro Lima, enquanto isso, precisa conquistar mais espaço no Wolverhampton. Caso consiga uma sequência de jogos, o jovem poderá chamar a atenção pela velocidade e pela capacidade de avançar com a bola.
Arthur já recebeu uma convocação para a Seleção principal, em 2023. Kauã Moraes, por outro lado, amplia as possibilidades táticas porque pode atuar pelos dois lados do campo.
Quais jogadores podem assumir a lateral esquerda?
A lateral esquerda exige atenção especial durante a reconstrução. Alex Sandro e Douglas Santos podem perder espaço, o que obrigará Ancelotti a procurar jogadores capazes de apoiar o ataque sem comprometer a defesa.
Cinco nomes aparecem entre as alternativas:
- Kaiki Bruno, do Como, 23 anos;
- Kauã Prates, do Borussia Dortmund, 17 anos;
- Arthur Gabriel, do Palmeiras, 20 anos;
- Luciano Juba, do Bahia, 26 anos;
- Souza, do Tottenham, 20 anos.
Kaiki Bruno surge com vantagem porque Ancelotti já o convocou. O lateral reúne intensidade, força defensiva e capacidade de avançar pelo corredor esquerdo. Dessa forma, pode reaparecer nas próximas listas.
Luciano Juba também recebeu uma oportunidade, mas ainda não entrou em campo pela Seleção principal. Além de atuar aberto, o jogador do Bahia consegue ocupar espaços por dentro e participar da criação.
Arthur Gabriel oferece uma alternativa de maior força defensiva e pode contribuir na saída de bola. Souza, por sua vez, apresenta velocidade, drible e presença ofensiva.
Kauã Prates aparece como uma aposta de longo prazo. Embora tenha apenas 17 anos, o lateral atua pelo Borussia Dortmund e defende as categorias de base do Brasil desde os 16.
Ancelotti já escolheu os novos convocados?
Não. Ancelotti ainda não confirmou quais jogadores pretende chamar para as próximas partidas. Os 20 nomes representam possibilidades apontadas em análise da Trivela, e não uma lista elaborada ou divulgada pela comissão técnica da Seleção.
Portanto, estar entre os cotados não garante uma convocação. O desempenho nos clubes, a regularidade, a condição física e a adaptação ao projeto serão decisivos para a escolha do treinador.
Ancelotti terá dois anos para testar alternativas antes da Copa América de 2028. O torneio será o primeiro grande teste da reconstrução brasileira com foco na Copa do Mundo de 2030.
Agora, as próximas convocações começarão a mostrar quem realmente conquistará espaço. Ancelotti precisa renovar o elenco, mas também terá de montar uma equipe equilibrada, criativa e regular para recolocar o Brasil entre os protagonistas do futebol mundial.
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