
Os produtores do filme “Fortitude”, estrelado por Nicolas Cage, processaram a Netflix na Califórnia em US$ 105 milhões (R$ 533 milhões). A equipe acusa a empresa de negligência após o furto de um disco rígido com uma cópia não criptografada da obra, dentro do escritório da plataforma em Los Angeles. O caso veio à tona nesta semana e expõe falhas na segurança de materiais inéditos.
Furto de cópia do filme no escritório
Dessa forma, a produtora Op-Fortitude enviou o dispositivo para a Netflix em 15 de junho para uma exibição interna. Assim, os cineastas avisaram que o arquivo não tinha criptografia e pediram a exclusão dos dados após a sessão.
Portanto, 10 dias depois, a empresa admitiu o sumiço do equipamento. Um executivo da plataforma confirmou por e-mail que invasores levaram vários discos rígidos de mesas do escritório. A equipe de segurança da empresa não localizou os aparelhos.
Acusações dos produtores da Netflix
Os criadores sustentam que o furto inviabilizou a comercialização do filme. Qualquer comprador precisa saber do risco de vazamento, o que trava seguros, marketing e campanhas de prêmios. O longa custou US$ 45 milhões.
A Netflix nega a responsabilidade. A empresa afirma que acionou times antipirataria e acusa os produtores de extorsão por pedirem US$ 165 milhões pela venda direta da obra antes da ação judicial.
Histórico do projeto
Dirigido por Simon West, o suspense retrata táticas britânicas contra nazistas na Segunda Guerra Mundial. O elenco reúne Nicolas Cage, Matthew Goode e Ben Kingsley.
O projeto já envolveu outra disputa judicial no passado. O diretor Martin Scorsese participou do desenvolvimento da obra, mas enfrentou processo por não cumprir o contrato após receber US$ 500 mil. Por fim, as partes fecharam um acordo, e a ação atual contra a Netflix segue na Justiça.

