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Julgamento pela morte de Tupac começa 30 anos após o assassinato

Ex-líder de gangue é acusado de organizar o ataque que matou o rapper em Las Vegas, em 1996

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Julgamento pela morte de Tupac começa 30 anos após o assassinato

O julgamento de Duane “Keffe D” Davis, acusado de participar da organização do assassinato de Tupac Shakur, começou nesta segunda-feira (10), em Las Vegas, nos Estados Unidos. O rapper morreu aos 25 anos, em setembro de 1996, depois de ser baleado enquanto estava em um carro após assistir a uma luta de boxe de Mike Tyson.

A Justiça acusa Davis, hoje com 63 anos, de ter organizado a vingança contra Tupac e fornecido a arma usada no crime. No entanto, a acusação ainda precisa provar a participação dele no assassinato. Davis nega o crime e afirma que não existem provas contra ele.

Assassinato aconteceu após briga em Las Vegas

Tupac estava em Las Vegas para acompanhar a luta de Mike Tyson no cassino MGM Grand. Depois do evento, entretanto, o rapper e Marion “Suge” Knight, fundador da Death Row Records, se envolveram em uma briga com Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Davis.

Segundo a acusação, o grupo teria espancado Anderson após acusá-lo de arrancar um medalhão do pescoço de um funcionário da gravadora. A partir disso, Davis teria organizado uma retaliação.

Pouco tempo depois, homens dispararam contra o carro em que Tupac estava. O rapper recebeu quatro tiros e morreu seis dias depois, em 13 de setembro de 1996.

Caso permaneceu sem solução por décadas

Apesar da repercussão internacional, a investigação não conseguiu identificar um responsável pelo assassinato durante anos. Assim, o caso permaneceu entre os crimes mais conhecidos e sem solução dos Estados Unidos.

A situação mudou após Davis publicar suas memórias, em 2019. No livro, ele afirmou que estava no banco dianteiro do Cadillac branco de onde partiram os disparos contra Tupac.

Além disso, Davis relatou que entregou uma pistola para alguém que estava no banco traseiro. Entretanto, ele nunca revelou quem efetuou os disparos.

As declarações chamaram a atenção dos investigadores porque coincidiam com relatos que Davis já havia apresentado em entrevistas anteriores. Como resultado, a polícia o prendeu em setembro de 2023.

Réu nega participação no assassinato

Mesmo diante das declarações feitas anteriormente, Davis mudou a versão e passou a negar envolvimento no assassinato.

Em entrevista concedida à ABC News, em março de 2025, ele afirmou que nunca matou ninguém e que a acusação não possui provas suficientes contra ele.

Agora, a Justiça pretende analisar as evidências reunidas ao longo das décadas. A seleção do júri deve durar cerca de uma semana e antecede os argumentos e depoimentos que serão apresentados durante o julgamento.

Rivalidade marcou o hip-hop dos anos 1990

A morte de Tupac também está ligada à histórica rivalidade entre artistas e gravadoras das costas oeste e leste dos Estados Unidos.

Na época, a Death Row Records, de Los Angeles, representava uma das principais forças do hip-hop da costa oeste. Do outro lado, a Bad Boy Records, comandada por Sean “P. Diddy” Combs, reunia nomes importantes da cena da costa leste, entre eles Christopher Wallace, o Notorious B.I.G.

Seis meses depois da morte de Tupac, Wallace também foi assassinado a tiros, em Los Angeles. O crime, assim como o assassinato de Tupac, permaneceu durante anos cercado por dúvidas e teorias.

Agora, três décadas depois, o julgamento de Duane Davis pode trazer novos elementos sobre um dos assassinatos mais emblemáticos da história do hip-hop.

Alice Soares

Sobre o autor

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Alice atua na cobertura do Guararema News na região da Grande Florianópolis. Com foco em temas do cotidiano de quem vive na região, a jornalista contribui com apuração e pesquisa de notícias nacionais, incluindo temas voltados ao entretenimento.

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