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Pix rompe fronteiras e já permite compras em oito países; veja onde usar

Sistema criado no Brasil muda hábitos de consumo, reduz custos no exterior e amplia aceitação internacional entre turistas brasileiros

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Pix rompe fronteiras e já permite compras em oito países; veja onde usar
Foto: Divulgação - Arquivo / Banco Central

O Pix transformou a forma como os brasileiros movimentam dinheiro desde o lançamento, em 2020. Em poucos anos, o sistema praticamente substituiu transferências bancárias tradicionais, reduziu o uso de dinheiro em espécie e ganhou espaço até nas pequenas compras do dia a dia. Agora, essa mudança de comportamento ultrapassa as fronteiras nacionais. Turistas brasileiros já conseguem pagar compras pelo aplicativo do próprio banco em oito países, utilizando a mesma tecnologia que se tornou rotina no Brasil.

Embora ainda não exista um Pix internacional oficial operado pelo Banco Central, empresas brasileiras e credenciadoras estrangeiras firmaram parcerias que permitem a utilização da ferramenta em estabelecimentos comerciais no Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França.

Mudança de comportamento impulsiona expansão

O sucesso do Pix alterou profundamente a relação dos brasileiros com os meios de pagamento. Atualmente, muitas pessoas já preferem utilizar o celular para transferências, compras presenciais e pagamentos online, deixando o cartão e o dinheiro físico em segundo plano.

Além disso, a ampla adesão da população despertou o interesse do mercado internacional. Segundo o relatório Global Payments Report, mais de 170 milhões de brasileiros utilizam o sistema, fator que incentiva empresas estrangeiras a adaptar maquininhas e plataformas para atender esse público.

Consequentemente, destinos bastante procurados por turistas brasileiros passaram a oferecer a tecnologia em hotéis, restaurantes, lojas, centros de esqui e até redes de transporte.

Como funciona o pagamento no exterior

O processo é semelhante ao utilizado no Brasil. Primeiro, o comerciante gera um QR Code na maquininha ou no caixa. Em seguida, o consumidor abre o aplicativo do banco brasileiro, faz a leitura do código e visualiza o valor já convertido para reais, incluindo as taxas da operação.

Depois da confirmação por senha ou biometria, uma empresa de câmbio autorizada realiza a conversão da moeda e repassa o pagamento ao estabelecimento em pesos, dólares ou euros.

O Banco Central esclarece que essas operações não utilizam um sistema oficial de Pix internacional. Na prática, empresas especializadas em câmbio, conhecidas como eFX, fazem a intermediação financeira entre o comprador brasileiro e o comerciante estrangeiro.

Economia em relação ao cartão

Outro fator que impulsiona a adesão da modalidade é a redução dos custos durante viagens internacionais.

Enquanto o cartão de crédito internacional cobra IOF de 5,38%, além da conversão pelo dólar turismo, o pagamento via aplicativo utiliza o câmbio comercial e impostos menores, dependendo da instituição financeira responsável pela operação.

Além da economia, o sistema elimina a necessidade de transportar grandes quantias em dinheiro ou procurar casas de câmbio durante a viagem.

Parcerias ampliam presença internacional

A expansão ocorre graças a acordos entre instituições financeiras brasileiras e empresas estrangeiras de pagamentos.

A fintech PagBrasil, por exemplo, atua em parceria com a VirtualPOS no Chile. Na Argentina, o Banco do Brasil desenvolveu a solução junto ao Banco Patagonia, permitindo pagamentos em mais de seis mil estabelecimentos.

Enquanto isso, a Getnet levou a tecnologia para maquininhas no Uruguai e também para terminais da Verifone utilizados em cidades norte-americanas como Miami e Orlando. Já o banco BS2 e a Remessa Online oferecem soluções de câmbio e integração para operações internacionais.

Crescimento continua acelerado

Embora o Banco Central ainda não divulgue estatísticas específicas sobre pagamentos presenciais realizados via Pix no exterior, empresas do setor já registram forte expansão.

A PagBrasil informa crescimento médio de 22,5% ao mês nas transações realizadas em maquininhas internacionais.

Dessa forma, a tendência é que novos países e estabelecimentos passem a aceitar a modalidade nos próximos anos. Afinal, a consolidação do Pix no mercado brasileiro fortalece a confiança internacional na tecnologia e amplia as possibilidades para turistas que desejam pagar com praticidade, rapidez e menor custo durante viagens ao exterior.

Murilo José

Sobre o autor

Murilo José

Jornalista do Guararema News, atua na região do médio Vale do Itajaí e Litoral Norte. Suas pautas geralmente são direcionadas a assuntos factuais que tem impacto no dia a dia da comunidade. Murilo também atua com reportagens especiais em projetos autorais. Além disso, também contribui com conteúdo esportivo.

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