
O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, cumpriu nesta quarta e quinta-feira (1º e 2) agendas técnica no Paraguai para conhecer de perto o modelo industrial do país.
Acompanhado por diretores da varejista, ele visitou as empresas Dass Tex e Texcin, onde acompanhou os processos produtivos, a estrutura logística, as políticas voltadas aos colaboradores e o sistema tributário paraguaio, apontado por empresários como um dos principais fatores de competitividade da indústria local.
A visita ocorre em um momento em que o mercado acompanha de perto os movimentos da Havan em relação à possível internacionalização da empresa.
Nas últimas semanas, Hang confirmou que estuda oportunidades de expansão para o Paraguai e também para o Uruguai, embora tenha reforçado que o mercado brasileiro continua sendo prioridade para a companhia.
Visita técnica amplia avaliação sobre novos mercados
Durante a agenda, a comitiva percorreu todas as etapas de produção das empresas paraguaias. Além disso, os executivos conheceram detalhes da logística, da gestão de pessoas e dos incentivos oferecidos pelo país para atrair investimentos industriais.
Segundo Luciano Hang, conhecer diferentes modelos de gestão faz parte da estratégia de aprendizado da empresa.
“É sempre importante conhecer boas práticas, entender como as empresas trabalham e acompanhar iniciativas que dão certo. O Paraguai vem se destacando pelo desenvolvimento industrial e pela competitividade, e essa troca de experiências é muito positiva”, afirmou o empresário.
A programação da comitiva prossegue até esta quinta-feira (2), com novos compromissos institucionais e visitas a empresas instaladas no país.



Expansão internacional entra no radar da Havan
A viagem acontece poucas semanas após Hang revelar, pela primeira vez, que avalia levar a Havan para fora do Brasil. O empresário afirmou que recebeu convites de autoridades paraguaias, entre elas o presidente Santiago Peña, além de empresários do Uruguai, para conhecer oportunidades de investimento nos dois países.
Apesar das especulações, Hang ressaltou que a internacionalização ainda depende de estudos técnicos e econômicos. Atualmente, a Havan possui mais de 190 megalojas no Brasil e mantém planos de ampliar sua presença no mercado nacional, onde ainda identifica espaço para centenas de novas unidades.
Paraguai atrai empresas brasileiras
O interesse crescente de empresários brasileiros pelo Paraguai acompanha um movimento observado nos últimos anos em diversos setores da economia. O país consolidou uma política voltada à atração de investimentos estrangeiros, oferecendo menor carga tributária, processos burocráticos mais simples e custos operacionais competitivos.
Um dos principais instrumentos utilizados pelo governo paraguaio é a Lei de Maquila, criada para incentivar empresas voltadas à exportação. O regime prevê incentivos fiscais e favorece a instalação de indústrias que utilizam o país como plataforma de produção para outros mercados.
Além disso, a localização estratégica no Mercosul, a disponibilidade de energia elétrica a custos competitivos e a estabilidade macroeconômica reforçam o interesse de investidores internacionais, especialmente dos setores têxtil, industrial e de manufatura. Nos últimos anos, centenas de empresas brasileiras passaram a operar no Paraguai, aproveitando esse ambiente considerado mais competitivo para produção.
Economia cresce acima da média regional
O bom desempenho econômico também fortalece a imagem do Paraguai como destino para investimentos. O país tem registrado crescimento consistente do Produto Interno Bruto (PIB), impulsionado pela indústria, pelo agronegócio, pelas exportações e pela expansão do setor manufatureiro.
Esse cenário vem atraindo novos projetos industriais e ampliando a presença de empresas estrangeiras, especialmente brasileiras. Empresários estão interessados em reduzir custos produtivos sem perder a proximidade com o mercado consumidor do Mercosul.
Embora nenhuma decisão oficial sobre abertura de lojas no exterior tenha sido anunciada, a agenda de Luciano Hang no Paraguai reforça que a companhia analisa atentamente o ambiente de negócios da região. Assim, o resultado das visitas e dos encontros institucionais poderá influenciar os próximos passos da estratégia de crescimento da varejista brasileira.

