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DF lidera salários no Brasil; SC fica em 6º

Levantamento do IBGE mostra diferença forte entre estados e aponta média salarial de R$ 3.777,55 em Santa Catarina

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DF lidera salários no Brasil; SC fica em 6º
Foto: Divulgação

O Distrito Federal pagou o maior salário médio do Brasil em 2024, segundo levantamento divulgado pelo IBGE na quinta-feira (25). A remuneração média mensal chegou a R$ 6.845,13. Já Santa Catarina ocupou a 6ª posição no ranking nacional, com média de R$ 3.777,55. O estudo analisou empresas e outras organizações formais do país e revelou, mais uma vez, a distância entre os salários pagos nos estados brasileiros.

Distrito Federal puxa a média para cima

O Distrito Federal lidera o ranking com ampla vantagem. A média salarial local supera a média nacional, de R$ 3.932,45, em quase R$ 2,9 mil.

Além disso, o DF abre distância sobre o Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar, com R$ 4.501,35. Logo depois, São Paulo ocupa a terceira posição, com R$ 4.423,04.

Na prática, esses números mostram a força de atividades com salários mais altos, como administração pública, serviços especializados e setores de maior qualificação. Por isso, o Distrito Federal concentra uma remuneração bem acima da maior parte do país.

Santa Catarina aparece entre os maiores salários

Santa Catarina ficou na 6ª colocação nacional, com salário médio mensal de R$ 3.777,55. O Estado ficou atrás do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Mesmo assim, SC se mantém entre as unidades da federação com melhores remunerações médias do Brasil. No entanto, o valor catarinense ainda fica abaixo da média nacional calculada pelo IBGE.

Esse contraste chama atenção. Santa Catarina tem indústria forte, economia diversificada e mercado de trabalho aquecido. Ainda assim, muitos setores que empregam bastante pagam salários mais baixos e, com isso, reduzem a média geral do Estado.

Ranking mostra diferenças regionais

O levantamento confirma a concentração dos maiores salários em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal aparece isolado na liderança, enquanto Rio de Janeiro e São Paulo completam as primeiras posições.

Veja os dez maiores salários médios do país:

  1. Distrito Federal, R$ 6.845,13
  2. Rio de Janeiro, R$ 4.501,35
  3. São Paulo, R$ 4.423,04
  4. Rio Grande do Sul, R$ 3.841,48
  5. Mato Grosso do Sul, R$ 3.798,16
  6. Santa Catarina, R$ 3.777,55
  7. Paraná, R$ 3.731,30
  8. Mato Grosso, R$ 3.701,29
  9. Amazonas, R$ 3.627,07
  10. Rondônia, R$ 3.615,18

Por outro lado, Alagoas registrou a menor média salarial do país, com R$ 2.720,88. Ceará, Paraíba, Piauí e Pernambuco também ficaram entre os estados com menores remunerações médias.

Setores que mais empregam pagam menos

O estudo também mostra um problema conhecido do mercado de trabalho brasileiro. Os setores que mais contratam nem sempre oferecem os melhores salários.

Segundo o IBGE, os dez setores com maior número de trabalhadores assalariados concentram 48,9 milhões de pessoas. Esse grupo reúne mais de 90% dos empregos formais analisados.

Apesar disso, seis desses setores pagam salários abaixo da média nacional. Portanto, o país emprega milhões de trabalhadores em áreas essenciais, mas ainda remunera mal boa parte dessa mão de obra.

O comércio ilustra bem esse cenário. O setor aparece entre os maiores empregadores do Brasil, mas paga média de R$ 2.797,83. Já alojamento e alimentação registram uma das menores médias, com R$ 2.080,17.

Áreas que pagam mais contratam menos

Enquanto isso, os setores com maiores salários empregam uma parcela pequena dos trabalhadores. Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais lideram a lista, com média de R$ 9.678,61.

Em seguida, aparecem eletricidade e gás, com R$ 8.539,07, e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com R$ 8.430,55.

No entanto, essas três áreas somam apenas 2,6% dos trabalhadores assalariados do país. Ou seja, elas pagam bem, mas alcançam pouca gente. É a velha fotografia brasileira, poucos no topo e muita gente carregando o piano embaixo.

IBGE mostra desafio para o país

O CEMPRE reúne dados de empresas e organizações formais em atividade no Brasil. O levantamento considera pessoal ocupado, trabalhadores assalariados, salários e remunerações.

Em 2024, o país somou 54,2 milhões de trabalhadores assalariados nessas organizações. Já o salário médio mensal ficou em R$ 3.932,45, com pouca variação em relação ao ano anterior.

Assim, o estudo deixa uma mensagem clara. O Brasil avança na geração de empregos formais, mas ainda precisa melhorar a qualidade da remuneração. Afinal, emprego importa, mas salário digno também coloca comida na mesa, movimenta a economia e muda a vida de quem trabalha.

Ismael Melo

Sobre o autor

Ismael Melo

Jornalista do Guararema News, Ismael Melo atua na Grande Florianópolis com foco na cobertura de economia e política regional e nacional. Também produz conteúdos sobre acontecimentos factuais, esportes e temas de repercussão no Brasil. Além disso, possui experiência em radiojornalismo, comunicação institucional, produção audiovisual, podcasts e gestão de conteúdo para diferentes plataformas.

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