
Os Correios demitiram mais de 3 mil empregados após encerrar o Plano de Demissão Voluntária (PDV) de 2026. Ao todo, 3.075 funcionários aderiram ao programa, o que representa 30,7% da meta inicial definida pela estatal.
Inicialmente, a empresa pretendia alcançar 10 mil desligamentos neste ano. No entanto, o número fica abaixo do esperado. Mesmo assim, os Correios mantêm o plano de reestruturação e não prorrogam o prazo de adesão, encerrado na terça-feira (08). Dessa forma, embora a adesão tenha sido menor, os cortes já impactam a redução de despesas.
Economia bilionária prevista
Com essa etapa, a estatal projeta economizar cerca de R$ 1,4 bilhão a partir de 2027. Além disso, outras medidas adotadas no primeiro trimestre devem gerar economia adicional de aproximadamente R$ 508 milhões por ano.
Plano busca conter crise financeira
Os Correios incluem o PDV no Plano de Reestruturação 2025-2027, criado para enfrentar a crise financeira. Atualmente, a empresa registra déficit superior a R$ 4 bilhões por ano, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado acima de R$ 6 bilhões até setembro de 2025.
Para conter esses resultados, a estatal também prevê o fechamento de cerca de mil agências, a venda de imóveis ociosos e a realização de leilões. Inclusive, em fevereiro, a empresa realiza o primeiro leilão com 21 imóveis distribuídos em 11 estados.
Fatores explicam agravamento da crise
Segundo os Correios, a crise se intensifica desde 2016. Entre os principais fatores, a empresa destaca a queda no envio de cartas devido à digitalização, o avanço da concorrência no comércio eletrônico e o aumento da pressão operacional no setor logístico.
Apesar das mudanças, os Correios mantêm presença nacional. Atualmente, a empresa conta com cerca de 10,3 mil unidades de atendimento, 1,1 mil centros de distribuição e tratamento e aproximadamente 80 mil empregados diretos.

