
A indústria da construção empregou 2,5 milhões de trabalhadores em 2024, pagou remuneração média equivalente a 2,1 salários mínimos e movimentou R$ 522,5 bilhões em incorporações, obras e serviços em todo o país. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados nesta quarta-feira e mostrou que o segmento continua entre os principais motores da geração de empregos e do desenvolvimento econômico nacional.
Infraestrutura impulsiona o setor
Ao longo de 2024, cerca de 191 mil empresas atuaram na construção civil. Juntas, elas desembolsaram R$ 95,6 bilhões em salários e fortaleceram um mercado que continua aquecido.
Além disso, as obras de infraestrutura lideraram a movimentação financeira do setor. Elas responderam por R$ 200,9 bilhões, o equivalente a 38,4% do total registrado pelo IBGE.
Na sequência, a construção de edifícios movimentou R$ 198,9 bilhões e concentrou 38,1% das atividades. Já os serviços especializados para construção alcançaram R$ 122,8 bilhões e representaram 23,5% do mercado.
Ao mesmo tempo, a pesquisa revelou que o poder público segue como um dos principais contratantes. Em todo o setor, a administração pública respondeu por aproximadamente um terço da demanda. Nas obras de infraestrutura, essa participação subiu para 48,2%, o que evidencia o peso dos investimentos governamentais.
Obras de infraestrutura pagam os maiores salários
Os rendimentos também variam conforme a atividade exercida. As empresas de infraestrutura lideram esse ranking e pagam, em média, 2,6 salários mínimos aos trabalhadores.
Por outro lado, a construção de edifícios registra remuneração média de 1,8 salário mínimo. Já os serviços especializados oferecem cerca de dois salários mínimos.
Essas diferenças refletem diretamente o nível de qualificação exigido, a complexidade dos projetos executados e o perfil das empresas que atuam em cada segmento.
Sudeste concentra maior parte das atividades
Enquanto isso, a Região Sudeste permanece como o principal polo da construção civil brasileira. Sozinha, ela concentra metade dos trabalhadores do setor e responde por 49,4% do valor das incorporações, obras e serviços realizados no país.
Com esses resultados, a pesquisa reforça que a construção civil continua desempenhando papel decisivo na economia brasileira. Afinal, além de abrir milhões de vagas de trabalho, o setor movimenta investimentos públicos e privados, fortalece diversas cadeias produtivas e impulsiona o crescimento em diferentes regiões do país.

