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Brasil bate recorde em arrecadação com impostos em 2025

Arrecadação federal ultrapassou a marca dos R$ 2,89 trilhões

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Brasil bate recorde em arrecadação com impostos em 2025
Foto: Divulgação

A arrecadação federal com impostos em 2025 alcançou a marca dos R$ 2,89 trilhões, conforme dados da Receita Federal divulgados nesta quinta-feira (22). Assim, em comparação com o ano anterior, houve aumento anual real de 3,75%, ou seja, recorde de arrecadação com a inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Os bons resultados da economia, além do aumento de impostos, são os principais fatores para a alta da arrecadação. “São números bonitos, um crescimento importante, considerando o patamar alto do ano anterior [2024]”, destacou o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

Os valores se referem a tributos federais, como Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas e empresas, receita previdenciária, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), entre outros. No entanto, arrecadação com royalties e depósitos judiciais, que não são apurados pela Receita Federal, também entram na conta.

Arrecadação com impostos

A produção industrial subiu apenas 0,17% no período acumulado. Já o valor em dólar das importações, vinculado ao desempenho industrial, teve alta de 2,11% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. Também houve crescimento de 10,9% da massa salarial no acumulado do período.

Apenas o setor de venda de bens teve um decréscimo de 0,16% no período. Já a arrecadação previdenciária teve aumento de 3,27%, chegando a R$ 737,57 bilhões, em razão, especialmente, do aumento da massa salarial.

Apesar do recorde do ano, há uma desaceleração que reflete o desempenho, especialmente, do setor industrial e vendas de bens. A arrecadação com o IRPJ/CSLL, por exemplo, teve alta de apenas 1,27%, enquanto o IPI aumentou os mesmos 1,27%, diante da atividade industrial praticamente estável.

Com informações da Agência Brasil