
O Brasil encerra 2025 com um marco histórico. O país abriu 4,6 milhões de pequenos negócios entre janeiro e novembro, ultrapassando com folga os 4,1 milhões registrados no ano passado e consolidando o maior crescimento da série.
MEI impulsiona a formalização
Os microempreendedores individuais dominaram a movimentação. Eles responderam por 77% dos novos registros, enquanto microempresas representaram 19% e empresas de pequeno porte somaram 4%. Assim, a formalização segue avançando e reforça a busca por autonomia financeira.
Segundo o Sebrae, a melhora do mercado de trabalho e a inflação mais controlada estimularam muitos brasileiros a finalmente tirar o plano do papel e abrir o próprio negócio.
Serviços lideram a expansão nacional
O setor de serviços puxou a corrida empreendedora com 64% de todas as novas empresas. Em seguida, vieram o comércio, com 21%, e a indústria, com 7%.
Dentro de serviços, o salto na adesão ao MEI impressiona. A formalização cresceu 24,5% em relação a 2024, o que revela a migração constante de trabalhadores para atividades mais flexíveis e alinhadas ao comportamento atual do consumidor.
Além disso, segmentos como entregas, transporte de cargas e publicidade seguem crescendo, já que a economia digital abriu mais espaço para quem trabalha de forma independente.
Estados que mais abriram empresas
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentraram 48% de todas as novas formalizações no ano. São Paulo respondeu por 29%, Minas por 11% e o Rio por 8%.
Entre os MEI, atividades como entrega de malotes, transporte rodoviário de carga e serviços de publicidade figuraram entre as preferidas. Já entre micro e pequenas empresas, áreas de saúde e serviços administrativos se destacaram.
O que explica o novo cenário
Os números mostram um país que se movimenta e se reinventa. Com mais acesso à tecnologia, crédito e capacitação, muitos brasileiros passaram a empreender como alternativa real de ascensão. Além disso, a estrutura simplificada do MEI continua sendo o principal caminho para quem busca segurança jurídica e renda estável.
Assim, o recorde de 2025 indica não apenas um salto estatístico, mas uma mudança profunda no comportamento econômico do país. O empreendedorismo se consolidou como força vital no mapa da economia brasileira.

