
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pode ampliar as exportações brasileiras em até 13% ao longo dos próximos anos. A projeção foi apresentada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e considera a implementação progressiva do tratado entre os dois blocos econômicos.
Além disso, o governo avalia que o impacto será significativo para diferentes setores da economia, especialmente com a redução gradual de tarifas e barreiras comerciais.
Implementação será gradual ao longo dos anos
A abertura de mercado prevista no acordo não ocorrerá de forma imediata. Pelo contrário, a redução de tarifas será feita de maneira progressiva, ao longo de um período que pode chegar a mais de uma década.
Nesse cenário, a expectativa é que os efeitos mais amplos se consolidem até 2038. Ainda assim, parte dos produtos já contará com isenção tarifária logo nas primeiras fases do acordo, o que deve gerar impactos iniciais relevantes.
Indústria deve liderar crescimento
O setor industrial aparece como um dos principais beneficiados. De acordo com estimativas do governo, as exportações da indústria brasileira podem crescer em ritmo ainda mais acelerado, chegando a até 26%.
Isso ocorre porque o acordo amplia o acesso a um mercado altamente consumidor e competitivo, permitindo que produtos brasileiros ganhem mais espaço no cenário internacional.
Além disso, a maior integração comercial tende a estimular inovação e aumento de produtividade nas empresas.
Agronegócio ganha competitividade
Ao mesmo tempo, o agronegócio também deve colher resultados positivos. Produtos como carnes, açúcar e frutas tendem a se tornar mais competitivos no mercado europeu, principalmente com a redução de custos ligados a tarifas.
Com isso, o Brasil pode ampliar sua presença em um dos mercados mais exigentes do mundo, fortalecendo ainda mais sua posição como exportador global de alimentos.
Acordo conecta grandes mercados globais
O tratado une dois blocos de grande relevância econômica. De um lado, o Mercosul, formado por países da América do Sul. Do outro, a União Europeia, que reúne algumas das economias mais desenvolvidas do mundo.
Juntos, esses mercados representam um enorme potencial de consumo, investimentos e integração produtiva. Dessa forma, o acordo tende a abrir novas oportunidades comerciais para empresas brasileiras.
Efeitos vão além das exportações
Os benefícios esperados não se limitam ao aumento das vendas externas. O acordo também pode estimular a entrada de investimentos estrangeiros, fortalecer cadeias produtivas e modernizar setores da economia.
Por outro lado, a maior abertura comercial também pode elevar o volume de importações, o que exige atenção para manter o equilíbrio da balança comercial.
Estratégia amplia inserção internacional do Brasil
Para o governo, o acordo com a União Europeia representa um avanço estratégico na política comercial brasileira.
Assim, ao ampliar o acesso a mercados internacionais e reduzir barreiras, o país busca aumentar sua competitividade global e criar novas oportunidades de crescimento econômico nos próximos anos.

