Região Blumenau

Deputado catarinense se defende de críticas após pedido de vistas à prisão de Brazão

Gilson Marques acredita que projeto, com mais de 500 páginas, exige mais tempo para análise

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Deputado catarinense se defende de críticas após pedido de vistas à prisão de Brazão
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado federal catarinense Gilson Marques (NOVO) se manifestou nesta quarta-feira (27) após receber críticas de parte da imprensa nacional a respeito do seu pedido de vistas para análise na Câmara em Brasília da prisão do Deputado Chiquinho Brazão, por suspeita de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. O pedido ocorreu durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

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Para Gilson, seu pedido de vistas seria a melhor alternativa para garantir a continuidade da prisão de Brazão, o que, segundo ele, adia a decisão. “O deputado já está na prisão! Risco maior seria votar algo de urgência, sem ler o processo e o plenário acabar com relaxamento da prisão amanhã. Temos que ter pressa para colocar bandido solto na cadeia, e não soltar os que já estão presos”, destaca ele.

Gilson Marques, que completa 43 anos no próximo dia 12 de abril, é natural de Rio do Sul e mantém sua base eleitoral em Blumenau.

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, em coletiva para imprensa, corroborou dizendo que “não há nenhum prejuízo para o processo, investigação ou qualquer tipo de coisa porque todo o tempo que transcorrer é em desfavor do réu parlamentar que continuará na prisão até que o Plenário se posicione”, disse.

500 páginas

A solicitação de Gilson também se deve ao curto espaço de tempo em que o processo se disponibilizou para os parlamentares. “Um processo dessa importância não pode ser julgado sem uma análise. Mais uma vez existe irresponsabilidade quanto a disponibilidade do material para nós legisladores. São mais de 500 páginas”, lembrou. Em seguida, outros deputados se uniram ao pedido de vistas.

O adiamento se dará pelo prazo de duas sessões do plenário. A votação deve ocorrer somente em abril. Brazão vai permanecer preso até a votação na Câmara ou nova decisão do STF.

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