
Em São José, na Grande Florianópolis, está mantida para às 20h30 desta Sexta-feira Santa a segunda apresentação do espetáculo “Paixão de Cristo – A maior história de amor contada em São José”. A encenação – que estreou na noite de quinta (6) – chegou a ser cancelada pela manhã, devido à chuva, mas no começo da tarde a assessoria da Prefeitura confirmou que a atividade está mantida na agenda, devendo reunir novamente centenas de pessoas no Centro Histórico para acompanhar a apresentação.
Na noite de quinta, quatro telões foram a novidade em relação aos anos anteriores. Eles exibem a transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.
Entre os presentes, o vice-prefeito Michel Schlemper destacou o empenho das mais de 80 pessoas envolvidas na produção, sendo mais de 40 atores vindos das oficinas do Theatro Adolpho Mello. O que faz do Município em um celeiro de atores para Santa Catarina. “A Secretaria de Cultura e Turismo preparou esse lindo espetáculo pelo segundo ano consecutivo que, não tenho dúvida, vai fazer parte não só do calendário da nossa cidade, mas do calendário de toda nossa região”, ressaltou.

O diretor do espetáculo e secretário adjunto de Cultura e Turismo, Charles Colzani, recebeu o público com gratidão.“Temos o imenso orgulho de mais um ano realizar mais uma edição do espetáculo, que usa toda nossa arquitetura para contar a maior história de amor contada em São José”, observou.
Thiago Stahelin, 25 anos, é um dos atores do espetáculo que surgiu das oficinas do Theatro Adolpho Mello. Foi lá que o jovem se tornou artista. No espetáculo, ele dá vida a três personagens: o diabo, Barrabás e ao bandido crucificado com Jesus. Em 2022, o ator quebrou dois dedos no momento em que o povo pedia a libertação de Barrabás.
O ator brinca que a energia de interpretar o lado do mal é um pouco pesada, mas que os papéis são desafiadores e gratificantes. “A energia é um pouco pesada, mas que bom que terminamos a peça na cruz, pedindo perdão, com a promessa de que subirão aos céus”, destaca.
Para o ator, o espetáculo tem uma energia que emana pela Praça do Centro Histórico inteiro durante as apresentações. “É um espetáculo que tem uma energia muito intensa, forte. Então a gente está aqui, tanto nos ensaios, quanto no dia da apresentação, sentimos uma presença divina, que conecta muito a gente”, afirma.
O jovem ator recorda que desde criança criava espetáculos para a família. Os ensaios aconteciam durante toda a semana, para que no fim de semana acontecesse a grande apresentação aos familiares. “Já sabia que tinha uma veia artística, mas não que eu iria me encontrar tanto”, recorda Thiago Stahelin.

Em 2012, ele começou a frequentar as oficinas do Theatro Adolpho Mello, pela indicação da amiga e colega de elenco, Jéssica Daussen (que interpreta Verônica). “Foi aí que comecei a me encantar por essa arte e me apaixonar, saber que era esse meu propósito de vida”, conta.
Depois disso, em 2015, se envolveu em outros projetos. No ano de 2015, fundou uma companhia de teatro com um amigo. Fez turnê durante cinco anos com a peça “Cinderela”. No período de três anos, foram apresentações no teatro Hermelinda Izabel Merize, localizado no Centro Multiuso de São José. Ainda, no mesmo ano, fez aula de teatro de maneira voluntária pela Secretaria de Cultura e Turismo para duas turmas, com a supervisão de uma professora das oficinas.
Além disso, Thiago começou a trabalhar com personagens e apresentar eventos. Trabalha como drag queen há oito anos durante a noite e também dá vida à personagem Dona Hermínia. Foi no cinema que Thiago conheceu “Minha mãe é uma peça” e a personagem criada por Paulo Gustavo. O interesse por ela surgiu assim que ele e a amiga saíram da sessão e imitou uma das falas da personagem. Depois disso, o interesse foi crescendo. Hoje quase todo mês, ele tem um trabalho como Dona Hermínia.


