Região Brusque

Condenado ex-diretor de Prefeitura de Brusque que desviou R$ 60 mil

Acusado foi Diretor de Tributação entre os anos de 2010 e 2012

Condenado ex-diretor de Prefeitura de Brusque que desviou R$ 60 mil
Foto: Arquivo / Prefeitura de Brusque

Um ex-diretor da Prefeitura de Brusque foi condenado por improbidade administrativa. O agente público alterou dados corretos e inseriu dados falsos em bancos de dados da administração municipal para, desta forma, obter vantagem indevida no valor de R$ 59.199,50 em seu benefício. A decisão partiu do juízo da Vara da Fazenda Pública e dos Registros Públicos da comarca.

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De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o homem exerceu o cargo público de Diretor de Tributação do Município de Brusque entre os anos de 2010 e 2012, e possuía amplo acesso ao sistema de informática do setor tributário municipal. Ele realizou o desvio por 15 vezes, entre março e novembro de 2011, ao adulterar a numeração do código de barras das guias do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) de modo que o ente beneficiado pelos valores pagos não fosse o município, mas sim uma empresa privada, da qual ele era sócio administrador.

Embora o acusado alegue que que não detinha conhecimentos técnicos para a manipulação do sistema, o juiz sentenciante observou, em sua sentença, que ele atuou por nove anos como consultor técnico da empresa responsável pelo desenvolvimento e manutenção do software utilizado pela prefeitura para emissão das guias de ITBI, de modo que a sua afirmação não prospera, dada a vasta experiência adquirida no emprego anterior.

Restou comprovado ainda, através de depoimentos e das provas coligidas aos autos, que valendo-se das prerrogativas e do amplo acesso que possuía enquanto servidor comissionado da Prefeitura de Brusque o ex-diretor obteve enriquecimento ilícito em seu favor e lesou o erário.

Além do ressarcimento do prejuízo no valor de R$ 59.199,50, de forma solidária – cuja quantia deverá ser acrescida de correção monetária pelo INPC e de juros mora – o homem e a empresa pagarão multa civil e estão proibidos de contratar com o poder público ou dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos.

Ele também teve a perda do cargo ou função pública e a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos. A decisão de 1º Grau, prolatada neste mês, é passível de recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), em Florianópolis. O Poder Judiciário não informou o nome do acusado.

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