
O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou um novo e explosivo capítulo em Brasília. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador e ex-controlador da instituição financeira, teria acusado o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de receber US$ 30 milhões — cerca de R$ 155 milhões — por meio de uma conta no exterior.
A informação foi revelada pela revista Veja nesta quinta-feira (12). Segundo a publicação, a acusação integra uma proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro durante negociações com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. De acordo com o relato, Daniel Vorcaro teria repassado o valor como contrapartida pelo apoio a interesses ligados ao Banco Master.
As acusações surgem em meio às investigações sobre o colapso da instituição financeira, que enfrenta apurações sobre um rombo bilionário. Enquanto as investigações avançam, o caso continua respingando em figuras influentes da política nacional e ampliando a crise em torno de um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.
Alcolumbre nega acusações
Após a divulgação da reportagem, Davi Alcolumbre negou qualquer irregularidade. Em nota oficial, o presidente do Senado afirmou que jamais recebeu valores no Brasil ou no exterior e classificou as acusações como falsas.
Além disso, o parlamentar informou que adotará medidas judiciais para responsabilizar os autores das declarações. Segundo a nota, os responsáveis deverão apresentar provas das acusações feitas contra ele.
A reportagem da Veja também afirma que Vorcaro mencionou supostas relações do Banco Master com agentes políticos e integrantes do Judiciário.
Mesmo diante das negativas, as revelações aumentam a pressão política em Brasília e mantêm o Banco Master no centro de um escândalo que segue produzindo desdobramentos nos bastidores do poder.

